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‘Enxergamos oportunidades em moda feminina e de praia’, diz CEO do braço de moda da Arezzo

A AR&Co anunciou na semana passada a aquisição da marca BAW

Entrevista com

Rony Meisler, fundador da Reserva e CEO da AR&Co

André Jankavski, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2021 | 05h00

A AR&Co, braço de moda da Arezzo&Co, anunciou sua primeira aquisição na semana passada: a marca BAW, direcionada para jovens e com forte atuação no chamado “streetwear”. O negócio, que custou R$ 105 milhões, pode gerar receita de até R$ 500 milhões anuais até 2026, de acordo com a companhia, que prevê expansão da rede de lojas e também o início da distribuição dos produtos da BAW no mercado multimarcas. 

Para Rony Meisler, fundador da Reserva e CEO da AR&Co, compras como essas serão mais comuns nos próximos meses. Segundo ele, o diferencial das futuras companhias que farão parte do portfólio da empresa será a participação total dos fundadores na operação de suas marcas dentro do novo grupo. 

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como surgiu o interesse na BAW?

Acompanho a BAW há algum tempo. Assim que fizemos o negócio com a Arezzo, eu já citava a BAW. Eles conseguiram escalar a marca de maneira muito rápida em um sistema nativo digital, trabalhando muito com influenciadores e criando um sistema próprio de análises de dados. Além disso, existe alinhamento cultural entre a BAW e a AR&Co. Os fundadores continuarão tocando a operação.

O foco das compras da AR&Co continuará sendo em empresas menores e nichadas? E qual vai ser o ritmo?

Não posso dizer a velocidade, mas a AR&Co nasceu para ser uma plataforma consolidadora de marcas. Então, com certeza, novas marcas chegarão em breve. O nosso critério é que elas sejam complementares que não canibalizem umas com as outras. Ainda temos muitos espaços para serem preenchidos.

Quais são esses espaços?

Existem vários. Enxergamos espaços para três marcas de moda feminina, por exemplo, além de marcas complementares em beachwear (moda praia).

Como não repetir os erros de empresas como Restoque e InBrands, que já foram consolidadoras e não estão em uma situação financeira confortável atualmente?

Entendendo o valor do fundador da empresa adquirida e dando independência para ele. A boa liderança é a que indica a direção, dá liberdade para os gestores e só varre as sujeiras do caminho. É isso o que pretendemos fazer. Nas consolidações anteriores, ao que me parece, as premissas financeiras foram mais importantes e não os valores dos fundadores. 

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