Equador e Chevron trocam advertências sobre caso judicial

Companhia de petróleo norte-americana acusa governo equatoriano de influenciar em processo jurídico

Danielle Chaves, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 10h29

O ministro do Petróleo do Equador, Germanico Pinto, e a companhia de petróleo norte-americana Chevron advertiram um ao outro contra qualquer interferência em um controverso caso judicial. A Chevron divulgou vídeos que ela diz mostrarem influência imprópria em um processo que envolve as operações da companhia na região amazônica.

 

O ministro equatoriano declarou que isso "é um problema do judiciário, que é separado do executivo". "Mas não vamos tolerar se alguém quiser se envolver em assuntos do governo. Se eles estão trazendo essa estratégia, eles estão gravemente errados", acrescentou.

 

A Chevron respondeu que está "pedindo que as autoridades equatorianas conduzam uma investigação completa sobre essa questão". A companhia afirmou que o inquérito deve se concentrar "não apenas na conduta do juiz Juan Nunez, mas também nas indicações muito sérias de interferência política nesse caso".

 

O caso judicial foi aberto no Tribunal Distrital dos EUA em Nova York, em 1993, por indígenas do Equador, que afirmam que a Texaco, comprada pela Chevron em 2001, poluiu a floresta e os rios amazônicos. O tribunal decidiu que o caso deveria ser resolvido em uma corte equatoriana e ele foi transferido para a pequena cidade de Lago Agrio.

 

No mês passado, a Chevron divulgou vídeos que diz mostrarem o juiz Nunez, que cuidava do caso, afirmando a dois executivos que iria condenar a companhia por danos ambientais. O juiz se afastou do caso na sexta-feira passada. As informações são da Dow Jones.

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