Equatorial: compra é passo importante para crescimento

A compra da distribuidora Celpa pela Equatorial foi um passo importante para o crescimento da holding, avaliou o diretor-presidente da Equatorial Energia, Firmino Ferreira Sampaio Neto. "A aquisição do controle acionário da Celpa é uma perspectiva de crescimento (da Equatorial), que é algo que vem sendo buscado há muitos anos", disse o executivo a jornalistas, durante teleconferência.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 20h30

Ele evitou, porém, detalhar qualquer benefício que a Celpa poderá trazer para a holding. "Isso pressupõe fazer avaliação econômica de resultados e isso pode causar algum tipo de tumulto em relação ao mercado", comentou.

Ele também disse que restabelecer a qualidade do serviço da distribuidora Celpa será uma "prioridade absoluta", tão logo passe a assumir o controle da empresa. "Não gostamos de pagar multa por qualidade de serviço impróprio, queremos ter qualidade de serviço dentro dos padrões definidos pela Aneel", disse o executivo. "Qualidade de serviço é o nosso foco", acrescentou.

Questionado se a Equatorial iria buscar uma negociação junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de itens não aceitos pela autarquia no plano de transição proposto pela empresa, ele disse que a empresa buscou se ajustar às condições impostas pela Aneel. "Entendemos que o regulador tem os seus limites e temos o nosso, fizemos um pleito, que foi atendido em parte, e o que fizemos foi adequar internamente as nossas projeções e condições para ver como poderíamos tocar a empresa com as condições colocadas", disse.

O plano de transição proposto pela Equatorial previa a flexibilização de metas de qualidade de serviço e não pagamento de multas por um determinado período. A Aneel apenas parcialmente os pleitos e definiu que a empresa deve chegar aos limites estabelecidos pelo regulador em 2 anos.

A Equatorial é controladora da distribuidora maranhense Cemar e com a compra da Celpa, amplia a atuação na região Norte-Nordeste do País. A holding, controlada pela Vinci Partners, ainda atua no segmento de geração por meio da Geramar, operadora de duas termelétricas que somam 330 MW e na qual possui 25% de participação, e na comercialização de energia, por meio da Solenergias. A companhia chegou a deter participação na Light, que foi posteriormente vendida à Cemig.

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