Ersa diz que negocia associação com CPFL

A Ersa (Energias Renováveis S.A.) informou hoje que está em tratativas com a CPFL Energia para uma associação no setor de energias renováveis. A companhia explicou em comunicado ao mercado que "até a presente data, no entanto, não foi firmado qualquer documento vinculante relativamente a qualquer associação". A CPFL, em outro comunicado, confirma a informação e admite que está analisando constantemente oportunidades de investimento, inclusive em energia renovável. A nota também frisa que as tratativas não são conclusivas e que quaisquer desdobramentos serão divulgados.

EQUIPE AE, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h39

Semana passada, a CPFL informou em palestra para investidores na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Apimec-RJ) que sua estratégia de crescimento está focada em projetos de geração de energia eólica. Até 2016, a companhia pretende investir R$ 3 bilhões no setor. A cifra engloba, além de seus projetos já em desenvolvimento, os parques da Siif Énergies, empresa de energia eólica recém-adquirida pelo grupo por R$ 1,5 bilhão.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo no sábado, a operação pode ser fechada em breve, por meio de uma troca de ações entre a CPFL e os vários sócios da Ersa, liderados pela gestora de recursos Pátria. Formalmente, a operação seria apresentada como uma fusão, para a criação da CPFL Renováveis. Pelo desenho já aceito pela maioria das partes, o controle da empresa ficaria com a CPFL, que teria uma participação de cerca de 60%. O restante ficaria com os atuais sócios da Ersa (Pátria, Eton Park, BTG Pactual, GMR Energia, Bradesco e DEG).

Os planos para a nova empresa incluem, num segundo momento, a abertura do capital para terceiros na bolsa de valores. Além de uma capitalização, o IPO (oferta pública inicial de ações, em inglês) funcionaria como uma porta de saída para os sócios da Ersa interessados em liquidar suas posições. Procurados, CPFL e Pátria não quiseram se pronunciar sobre a transação.

Fechado o negócio, a CPFL colocará na nova empresa seus ativos de energia renovável. A Ersa entraria inteira, com 18 usinas hidrelétricas de pequeno porte (PCHs, no jargão do setor) e 11 parques eólicos já em operação, em construção ou ainda na fase de projetos. A Ersa é uma empresa nova, com pouco mais de três anos de atividade, e vem sendo construída por um grupo de investidores arregimentados pelo Pátria, que cuida da gestão do negócio. Essas aquisições permitiram que a CPFL alcançasse o posto de segunda maior geradora privada do País, ultrapassando a americana AES.

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