Espanha intervirá mais rápido em bancos problemáticos, dizem fontes

O novo decreto permitirá que o Banco da Espanha assuma até mesmo bancos que atingiram exigências de liquidez e solvência

Julien Toyer, da Reuters,

23 de agosto de 2012 | 09h29

A Espanha irá garantir ao seu banco central novos poderes para intervir mais rapidamente em credores com dificuldade, e o fundo de resgate aos bancos do país irá ganhar mais capacidade para fechá-los se eles quebrarem, afirmaram nesta quinta-feira duas fontes com conhecimento do assunto.

O novo decreto permitirá que o Banco da Espanha assuma até mesmo bancos que atingiram exigências de liquidez e solvência, se for "previsível" que eles não poderão atingir tais regras no futuro, de acordo com as fontes.

Madri está endurecendo sua postura como parte das condições para receber até 100 bilhões de euros de ajuda da zona do euro para seus credores endividados.

As fontes, no entanto, alertaram que a regulação, uma exigência do Memorando de Entendimento que a Espanha assinou quando aceitou o resgate bancário no mês passado, ainda poderia mudar antes da aprovação esperada para 31 de agosto.

O Ministério da Economia e o Banco da Espanha negaram-se a comentar sobre as novas regras pendentes, divulgadas nesta quinta-feira em jornais espanhóis.

O banco estatal Bankia, resgatado em maio, e outros três bancos - CatalunyaCaixa, NovaGalicia e Banco de Valência - estão atualmente nacionalizados. A divulgação dos resultados do teste de estresse independente, banco por banco, dos 14 maiores credores espanhóis está programada para setembro e deve identificar outros bancos que precisam de ajuda.

"A lei é uma resposta aos problemas que vimos no passado, quando o Banco da Espanha foi acusado de intervir em credores tarde demais", disse uma das fontes.

(Reportagem adicional de Clare Kane)

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