Esperança por recuperação é abatida e Wall Street cai

As bolsas de valores norte-americanas registraram suas maiores perdas em sete semanas nesta segunda-feira, à medida que dados fracos do Japão e uma perspectiva decepcionante para a varejista Lowe's abafaram esperanças sobre o crescimento da economia.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

17 de agosto de 2009 | 18h19

Os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 tiveram sua maior queda percentual diária desde o início de julho, enquanto o Nasdaq marcou sua baixa mais acentuada desde o final de junho.

Contudo, o S&P 500 ainda está valorizado em cerca de 45 por cento ante suas mínimas de março.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 2,00 por cento, para 9.135 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,75 por cento, para 1.930 pontos. O S&P 500 perdeu 2,43 por cento, para 979 pontos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão mostrou que a economia saiu da recessão no segundo trimestre, mas em ritmo mais lento que o esperado, levando a uma liquidação nos principais mercados na Ásia, o que contaminou a Europa e a América do Norte.

As ações da Lowe despencaram 10,3 por cento, uma vez que a empresa voltada para reforma de casas deu aos investidores poucas razões para uma perspectiva positiva com relação aos consumidores.

Para o diretor-gerente da Wedbush Morgan em San Francisco, Stephen Massocca, apesar dos números do PIB do Japão terem vindo abaixo do esperado, a grande preocupação dos investidores é a China.

"Muitas pessoas veem a China como uma razão pela qual nós tivemos um rali. A economia chinesa está se saindo muito bem, está nos tirando (da recessão), e agora essa história está muito arriscada."

A venda de papéis em Wall Street foi generalizada, mas ações sensíveis aos ciclos da economia tiveram as maiores perdas, incluindo as do setor industrial, cujo índice perdeu 2,9 por cento. O índice Dow Jones que mede o desempenho das ações do segmento de construção civil cedeu 3,3 por cento.

Os papéis da fabricante de maquinário pesado Caterpillar recuaram 4,5 por cento, maior peso negativo no Dow Jones.

O setor de saúde se saiu melhor que os demais, com as companhias desse segmento impulsionadas pela visão de que um plano de saúde público deve perder fôlego. O índice S&P para o setor de saúde subiu 2,6 por cento.

Do lado varejista, a Lowe's anunciou uma perspectiva para o balanço do terceiro trimestre abaixo das expectativas e informou que seus planos de expansão ocorrerão num ritmo mais lento. O presidente-executivo da empresa, Robert Niblock, afirmou que os consumidores permanecem sob pressão, embora o mercado imobiliário esteja mostrando sinais de melhora.

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHAATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.