Estado de SP imuniza 99,54% do rebanho contra aftosa

Ribeirão Preto, 19 - A Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo informou hoje que a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa, realizada em maio, imunizou 99,54% do rebanho de bovinos e bubalinos. De um total de 12 milhões de cabeças, deixaram de ser vacinados 54.807 animais, que serão agora obrigatoriamente imunizados sob a supervisão da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Das 40 regiões da defesa no Estado, sete alcançaram 100% de cobertura: Botucatu, Dracena, Jaboticabal, Lins, Orlândia, Ourinhos e Votuporanga.Na última etapa de vacinação, em novembro de 2006, registrou-se índice de 99,4% de um rebanho, na época, de 12,6 milhões de cabeças. O secretário de Agricultura João Sampaio informou que o índice de cobertura mostra às autoridades sanitárias internacionais que o trabalho de imunização está no calendário de todos os pecuaristas paulistas. "O criador tem consciência de que a aftosa é uma doença que atinge o seu bolso. São Paulo está sendo penalizado pelos embargos dos países compradores, mas queremos que as autoridades nos visitem para comprovação das ações e assim restaurar o status sanitário e, conseqüentemente, a retomada dos mercados internacionais", afirma.Sampaio lembra que São Paulo já perdeu mais de US$ 1 bilhão em exportações de carne bovina in natura desde outubro de 2005, quando foi impedido de vender para a União Européia e outros países, devido aos registros de aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná. O secretário espera que em setembro o embargo seja levantado e que até início da próxima década o Estado ganhe status de área livre sem vacinação.Em maio também foi feita a vacinação obrigatória contra a raiva dos herbívoros em três regiões do Estado: Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, com cobertura de 98,22% de um total de 739.867 cabeças entre bovinos e bubalinos e somando também ovinos, caprinos e eqüídeos chega-se a quase 800 mil animais imunizados. A raiva dos herbívoros é transmitida pelo morcego hematófago e, devido a um controle da CDA dos seus focos, o registro da doença está circunscrito a essas regiões.

Gustavo Porto

15 de julho de 2007 | 11h48

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