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Estaleiro indiano GSL busca parceria com brasileiro

Presidente da estatal indiana Goa Shipyard Limited apresentou a representantes de estaleiros brasileiros proposta de parceria para projetos no país e na América Latina

Renata Batista, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2018 | 17h32

RIO DE JANEIRO - O presidente do estaleiro estatal indiano GSL (Goa Shipyard Limited), Rear Admiral Shekhar Mital, apresentou nesta quarta-feira, 2, a cerca de 20 representantes de estaleiros brasileiros, sua proposta de parceria para projetos no país e na América Latina.

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O GSL é um dos estaleiros que participa da concorrência da Marinha para a construção de quatro corvetas, cujas propostas deverão ser entregues em 18 de junho. A expectativa do setor naval é que a concorrência se encerre antes das eleições, para evitar o risco de que um novo governo venha a cancelar o projeto.

“Os navios poderão ser construídos no Brasil ou na Índia, ou poderemos levar profissionais brasileiros para trabalhar na nossa unidade em Goa e conhecer nosso processo de produção.

Estamos abertos a todo o tipo de parceria”, disse o presidente, que na última semana visitou uma dezena de estaleiros em quatro estados - Rio, Pernambuco, Santa Catarina e Ceará. “Muitos estavam completamente parados, vazios. O Brasil pode se tornar uma plataforma de produção do GSL para América Latina”, completou.

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O GSL é um dos cinco estaleiros estatais da Índia, especializado em navios militares. No Brasil, porém, o executivo diz ter interesse em prestar serviços também para o setor de petróleo e gás, principalmente por meio de seu escritório de desenvolvimento de projetos. A infraestrutura de alguns estaleiros brasileiros, de alto calado, favorece a parceria porque, na Índia, a área ocupada pelo estaleiro é de baixo calado.

Questionado sobre o histórico de atrasos nas contratações do setor naval no Brasil, particularmente da Marinha, cuja última concorrência para compra de cinco navios de patrulha oceânica (OPV) terminou com apenas uma unidade completa entregue, o executivo disse que atrasos ocorrem em estaleiros do mundo todo, em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Não são uma contingência brasileira, afirmou. Destacou, porém, o histórico do GSL que, segundo ele, tem realizado todas as suas entregas antes dos prazos.

“A maior parte dos atrasos ocorre por problema no fluxo de caixa. Então, o mais importante é ter um bom projeto executivo e ajustar o fluxo de caixa ao projeto. É o que temos feito”, respondeu.

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