Estamos muito perto de um acordo, diz líder republicano no Senado

Parlamentares dos EUA precisam elevar o limite legal da dívida para não dar calote no dia 2 de agosto

Estadao.com,

30 de julho de 2011 | 12h08

O líder republicano no Senado, Mitchell McConell, disse que o Congresso e a Casa Branca estão muito perto de chegar a um acordo de US$ 3 trilhões para elevar o limite de endividamento dos Estados Unidos.

Em entrevista a rede de TV, CNN, o senador disse que o acordo que está sendo negociado não incluiria nenhuma elevação dos impostos, ao contrário do desejado por Obama. Além disso, o acordo determina que as duas casas do congresso voltem a se reunir para voltar em uma emenda para equilibrar o orçamento do governo. 

O porta-voz da maioria democrata no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, decidiu neste sábado adiar em 12 horas a votação de seu plano sobre o teto da dívida para dar tempo às negociações com os republicanos sobre um acordo bipartidário que evite a moratória, no dia 2 de agosto. A votação deve ocorrer no início da tarde deste domingo, 31. 

Segundo o conselheiro sênior da Casa Branca, David Prouffe, os dois lados concordaram em aceitar um pacote que reduziria o déficit em duas etapas.

O Congresso precisa votar o aumento do limite legal de endividamento dos EUA, hoje em US$ 14,3 trilhões; caso não o faça, o país pode dar um calote nos credores no dia 2 de agosto.

Briga política

Na sexta-feira 29, o Senado, de maioria democrata, rejeitou uma proposta apresentada pelo republicano Boehner, de elevar o teto da dívida em US$ 900 bilhões e exigir cortes de despesas do governo no valor de US$ 2,4 trilhões nos próximos dez anos.

Caso fosse aprovado o projeto de Boehner, o novo limite da dívida permitira ao governo honrar seus compromissos com os credores por seis meses, de modo que em 2012, ano eleitoral, o Congresso teria que aprovar novamente a elevação do teto.

Neste sábado, 30, foi a vez da Câmara, de maioria republicana, rejeitar um projeto dos democratas. A proposta consistia em elevar o teto da dívida em US$ 2,4 trilhões (suficiente para o governo pagar credores até 2013) e cortar gastos no valor de US$ 2,2 trilhões em dez anos. Ainda, Obama defende aumento de impostos sobre os mais ricos, proposta que os republicanos rejeitam.

No passado, a elevação do teto legal da dívida era algo rotineiro, como lembrou a agência Associated Press. Neste momento, no entanto, o partido Republicano, citando o enorme déficit nas contas públicas dos EUA, demandam um corte profundo de gastos como condição para aprovar o aumento do endividamento.

(Com agências internacionais)

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