Estatal trabalhará para manter Comperj como planejado

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quinta-feira (20), em conversa com jornalistas durante a Rio Oil & Gas, que a companhia vai "trabalhar forte e firme" para manter o projeto do Comperj como foi planejado.

SABRINA VALLE E FERNANDA NUNES, Agencia Estado

20 de setembro de 2012 | 20h05

Ela lembrou que o projeto do Comperj é integrado, com duas plantas de refino e uma petroquímica. A presidente reconheceu que os baixos preços do shale gas (gás vindo do xisto) dos Estados Unidos tiram a competitividade da indústria petroquímica nacional. "É imbatível, não tenha dúvida. Se persiste (o preço baixo e em abundância) é realmente capaz de atrair a indústria química e petroquímica de forma bastante intensa".

Sem descartar completamente a possibilidade de alteração do projeto, Graça disse que trabalhará junto com a Braskem (seu braço petroquímico) e o governo, diante de sua política industrial, para encontrar uma solução. "Saberemos buscar racionalidade da formação do preço de gás para viabilizar o complexo petroquímico do Rio de Janeiro", disse. Graça reafirmou a importância da parte do complexo que contempla duas refinarias. Mas disse que acompanhará o comportamento do preço do shale gás nos EUA.

A presidente da Petrobras afirmou também que a P-55 deve deixar o estaleiro Rio Grande em maio, e começará a produzir seu primeiro óleo em setembro do ano que vem. Já no canteiro da UTC Engenharia (Rio), estão sendo integrados 16 módulos. Sairão de lá a P-55, a P-58 e a P-62, que serão responsáveis por uma produção de 540 mil barris por dia. No estaleiro Inhaúma estão quatro cascos para a área da cessão onerosa, que terão capacidade para produzir 600 mil barris por dia, disse.

Justiça

A Petrobras irá analisar as áreas prioritárias onde estão instaladas as sondas da Transocean para recorrer ao mercado e substituí-las, caso a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) seja de manter a suspensão da atividade da empresa no Brasil, informou o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli.

A liminar foi concedida a pedido do Ministério Público e exigiu a paralisação das sondas da Transocean, responsável pela plataforma de onde vazou o óleo que estava sendo produzido pela Chevron, no campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já se posicionou a favor da Transocean, argumentando que não é possível responsabilizá-la pelo incidente e pediu a continuidade do trabalho da empresa. Caso a Transocean pare, a principal prejudicada será a Petrobras. Até mesmo o pré-sal poderá ser comprometido, segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. Mas, segundo Formigli, a Petrobras não está considerando a hipótese de suspensão da Transocean. "Não vamos dizer qual é o plano B, porque a prioridade é o plano A", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobrasComperj

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.