Estatizações de vizinhos prejudicam o Brasil, diz Eike

As decisões de estatização de ativos estrangeiros por países vizinhos, como Argentina e Venezuela, acabam arranhando a imagem do Brasil frente a investidores estrangeiros. A opinião é de Eike Batista, empresário dos ramos de petróleo e gás, mineração, siderurgia, entre outros.

MÔNICA CIARELLI, GLAUBER GONÇALVES, MARIANA DURÃO E VINICIUS NEDER, Agencia Estado

22 de maio de 2012 | 19h38

Segundo ele, atualmente os grandes fundos de investimentos estão vindo para o Brasil mas sem conhecer a realidade do País nos últimos dez anos. "O cara não vinha pra cá e quando vê essas notícias de Argentina e Venezuela coloca a gente no mesmo saco de República de Bananas", declarou nesta terça-feira durante o Rio Investors Day, evento na capital fluminense.

Eike elogiou a atuação fiscalizadora do Ministério Público brasileiro. "O sistema está aí, existe. As instituições são sólidas e funcionam."

Quanto à recente elevação do patamar do câmbio, com o dólar girando em torno de R$ 2,00 desde a semana passada, Eike engrossou o coro de que a desvalorização do real trará vantagens para empresas exportadoras de commodities, como a MMX, braço de mineração do seu grupo EBX.

"Curiosamente, com a recente desvalorização do real (ante o dólar), eu, que exporto commodity em dólar, vou receber os mesmos dólares lá fora, mas vou ter a vantagem do meu custo de 20%. Estou achando graça", disse durante sua apresentação no evento.

Citando os recordes de produção de aço na China, o empresário avaliou que o minério de ferro brasileiro tem espaço garantido até 2025 por sua maior qualidade frente a outros competidores.

Eike reclamou que hoje "o mundo está sem paciência para esperar os projetos maturarem" e lembrou que a EBX tem atualmente US$ 8 bilhões em caixa. "Dá pra pagar as contas", brincou.

Tudo o que sabemos sobre:
Eikeestatizaçãocríticacâmbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.