Estoque de crédito cresce 0,5% em outubro, para R$ 2,6 trilhões

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 37,2% ao ano para 38,3% ao ano

Eduardo Cucolo e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado, Atualizado às 11h25

28 de novembro de 2013 | 10h48

BRASÍLIA - O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,5% em outubro ante setembro e chegou a R$ 2,61 trilhões, informou o Banco Central. No acumulado do ano, a alta é de 10,2%. Em 12 meses, a elevação foi de 14,7%.

De acordo com a autoridade monetária, o crédito livre cresceu 0,2% no mês e 8% em 12 meses, enquanto o direcionado aumentou 0,9% ante setembro e 24,6% em 12 meses.

No crédito livre, houve crescimento de 0,6% para pessoas físicas no mês, 6,1% no acumulado do ano e 8,1% em 12 meses. Para as empresas, no crédito livre, houve retração de 0,3% em outubro e altas de 3,6% no ano e 7,8% em 12 meses.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 55,5% em setembro para 55,4% no mês passado.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, avaliou que o mercado de crédito manteve-se em expansão em outubro, mas com moderação no crescimento no mês. "O crescimento de 0,5% em relação a setembro veio menor que a média mensal de 2013", afirmou.

Ele considerou ainda que a elevação da taxa básica de juros é um fator que influencia o arrefecimento do ritmo de expansão do crédito. "Além disso, outubro normalmente é um mês mais fraco que setembro na tomada de financiamentos", disse . "A greve dos bancários também pode ter afetado o fluxo de concessão de algumas modalidades, como o crédito habitacional", completou. O economista também destacou que as variações do câmbio no período impactaram o cálculo do volume das carteiras que de alguma maneira são atreladas ao dólar.

Os bancos públicos puxaram o aumento do estoque de crédito em outubro, com avanço de 0,6% no saldo ante o mês anterior, para R$ 1,322 trilhão. Nos privados, o avanço foi de 0,4%, tanto para os nacionais quanto para os estrangeiros, com saldos de, respectivamente, R$ 879 bilhões e R$ 408 bilhões. Em 12 meses, os avanços são de 23,9% nos públicos, 6,0% nos nacionais privados e 7,8% nos estrangeiros.

A inadimplência ficou estável nos públicos em relação a setembro, em 2,0%. Nos privados nacionais, caiu de 4,6% para 4,5%. Nos estrangeiros, recuou de 4,6% em setembro para 4,3% em outubro.

As provisões ficaram estáveis nos públicos e estrangeiros, em 3,7% e 6,1%, respectivamente. Nos privados nacionais, caíram de 6,8% para 6,7%.

Juro e inadimplência. A taxa média de juros no crédito livre subiu de 28,4% ao ano em setembro para 29% ao ano em outubro, informou há pouco o Banco Central. É maior taxa desde abril de 2012 (30,4% ao ano).

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 37,2% ao ano para 38,3% ao ano. Para a pessoa jurídica, avançou de 20,7% ao ano para 20,8% ao ano na mesma comparação.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa subiu de 143,3% ao ano para 144,5% ao ano na mesma comparação. Para o crédito pessoal, avançou de 40,4% ao ano para 42,2% ao ano. Para veículos, por outro lado, os juros caíram de 21,3% ao ano para 20,5% ao ano.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, subiu de 19,4% ao ano em setembro para 19,8% ao ano em outubro. O juro médio do crédito direcionado passou de 7,3% ao ano para 7,4% ao ano na mesma comparação.

O spread bancário médio no crédito livre subiu de 17,8 pontos porcentuais em setembro para 18,4 pontos porcentuais (pp.) em outubro, informou há pouco o Banco Central.

O spread médio da pessoa física no crédito livre subiu de 25,8 pp. para 27,0 pp.. Para pessoa jurídica, o spread médio caiu de 10,8 pp. para 10,7 pp. no período.

O spread médio do crédito direcionado segue em 2,4 pp. há três meses. O spread médio no crédito total (livre + direcionado) subiu de 11,2 pp. para 11,6 pp. Por fim, o BC informou que a taxa de captação dos bancos no crédito livre se manteve em 10,6% ao ano na mesma comparação.

Veículos. O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoas físicas recuou 0,1% em outubro em relação ao mês anterior, informou há pouco o Banco Central. Com isso, o total de recursos para aquisição de automóveis por esse grupo de clientes ficou em R$ 193,220 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, o saldo permanece estável. Em 12 meses, houve crescimento de 1,5%.

Habitação. O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoas físicas recuou 0,1% em outubro em relação ao mês anterior, informou há pouco o Banco Central. Com isso, o total de recursos para aquisição de automóveis por esse grupo de clientes ficou em R$ 193,220 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, o saldo permanece estável. Em 12 meses, houve crescimento de 1,5%.

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