Estoque de crédito cresce 0,6% em julho e chega a R$ 2,5 trilhões

No crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 4,6% no acumulado do ano e 8,2% em 12 meses.  

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

29 de agosto de 2013 | 10h40

BRASÍLIA - O estoque de crédito subiu 0,6% em julho ante junho e chegou a R$ 2,545 trilhões, segundo o Banco Central. No trimestre encerrado no mês passado, a carteira cresceu 3,9% e, no acumulado do ano até julho, houve alta de 7,5%. Em 12 meses até o mês passado, a elevação foi de 16,1%.

De acordo com o BC, o saldo do crédito livre ficou estável no mês e subiu 9,2% em 12 meses, enquanto o direcionado cresceu 1,3% em julho e 26,6% em 12 meses. No crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 4,6% no acumulado do ano e 8,2% em 12 meses.

Para as empresas, no crédito livre, houve baixa de 1,1% no mês e altas de 1,9% no ano e de 10,1% em 12 meses. O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 55,2% em junho para 55,1% em julho.

Veículos

O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoas físicas cresceu 0,1% em julho em relação ao mês anterior. Com isso, o total de recursos para aquisição de automóveis por esse grupo de clientes ficou em R$ 193,915 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, houve avanço de 0,4%. Em 12 meses, crescimento de 3,2%.

As concessões acumuladas no mês de julho para financiamento de veículos para pessoa física somaram R$ 7,869 bilhões, o que representa alta de 13,1% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 4,0%. Em 12 meses, houve recuo de 6,9%.

O BC informou ainda que o saldo de operações de leasing para compra de veículos por pessoas físicas registrou queda de 7,3% ante junho. O saldo ficou em R$ 11,007 bilhões no final do mês passado. No ano, a queda é de 37,9%. Em 12 meses, o recuo foi de 54,1%.

Habitação

As operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,7% em julho ante junho, totalizando R$ 306,496 bilhões, de acordo com o Banco Central. Nos primeiros sete meses do ano, a expansão foi de 20% e, em 12 meses, de 35,5%. Segundo o BC, R$ 32,503 bilhões se referem a empréstimos a taxas de mercado e R$ 273,993 bilhões a taxas reguladas.

O BC deixou de incorporar nestes dados as operações com crédito livre, por serem residuais. As operações a taxas de mercado apresentam crescimento de 3,7% no mês e de 47% em 12 meses. Já os financiamentos a taxas reguladas avançaram 2,6% ante o mês anterior e 34,3% em 12 meses.

Juro e inadimplência

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 26,6% ao ano em junho para 27,5% ao ano em julho. Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 34,8% ao ano para 36,2% ao ano. Para a pessoa jurídica, avançou de 19,4% ao ano para 20,0% ao ano na mesma comparação.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa subiu de 136,8% ao ano para 137,5% ao ano na mesma comparação. Para o crédito pessoal, avançou de 38,0% ao ano para 39,8% ao ano. Para veículos, os juros subiram de 19,5% ao ano para 20,3% ao ano.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, subiu de 18,5% ao ano em junho para 19,1% ao ano em julho. O juro médio do crédito direcionado passou de 7,1% ao ano para 7,2% ao ano na mesma comparação.

A taxa de inadimplência no crédito livre ficou estável em julho ante junho, segundo o Banco Central. De acordo com a instituição, os atrasos acima de 90 dias no crédito livre ficaram em 5,2% pelo segundo mês seguido. Para pessoa física, se manteve em 7,2%. Para as empresas, o porcentual continuou em 3,5%.

No crédito livre para pessoa física, a inadimplência no crédito pessoal se manteve em 4,2%. No cheque especial, caiu de 8,0% para 7,9%. Na aquisição de veículos, caiu de 6,1% para 6,0%. No cartão de crédito, subiu de 25,2% para 25,7%, puxada pela alta de 1,2 ponto porcentual no rotativo.

Números errados

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, afirmou há pouco que alguns dados divulgados na nota de crédito referentes à média diária de concessões estão incorretos. O problema ainda não foi identificado. Maciel pediu que os números sejam ignorados e afirmou que irá encaminhar os dados corretos posteriormente. Os números aparecem no "quadro geral", o único que não está disponível na internet, apenas na nota entregue aos jornalistas durante a coletiva de imprensa.

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