Estoque de crédito cresce 1,5% em novembro, diz Banco Central

No ano até novembro, a alta é de 13,5%; Em novembro o estoque de operações de crédito para compra de veículos por pessoa física caiu 0,5%

Eduardo Rodrigues e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2012 | 10h58

BRASÍLIA - O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,5% em novembro, ante outubro, e chegou a R$ 2,304 trilhões. No trimestre encerrado em novembro, a carteira cresceu 4,1%. No ano até novembro, a alta é de 13,5%, enquanto em 12 meses, o total de operações de crédito registrou expansão de 16,1%. Os dados foram informados há pouco pelo Banco Central.

De acordo com a autoridade monetária, o crédito para pessoas físicas cresceu 1,4% em novembro e 15,7% no acumulado do ano até o mês passado. Em 12 meses, o crédito para pessoas físicas registra alta de 17,5%. Já para as pessoas jurídicas, os avanços foram de 1,6% no mês, 11,6% no ano e 14,9% em 12 meses.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao PIB subiu de 52,2% em outubro para 52,6% em novembro.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, avaliou que o crescimento do estoque de crédito em novembro está em linha com a projeções da autoridade monetária. "A nossa projeção para o crescimento do saldo em 2012 era de 16% e estamos com 16,1% em 12 meses", afirmou Maciel.

"Para o crédito livre, a estimativa era de 14% no ano e estamos em 13,8%, assim como o crédito direcionado, cuja projeção era de 20% e estamos em 20,2%", completou. Por isso, essas três projeções do BC para a expansão do crédito este ano não foram alteradas.

Já a estimativa para a participação dos financiamentos no PIB subiu de 52% para 53%. "A mudança ocorreu porque a evolução do PIB ficou abaixo do que se esperava anteriormente", concluiu Maciel.

Maciel estimou que o crédito vai continuar como fator importante de estímulo à atividade em 2013. Segundo ele, os financiamentos continuarão crescendo bem acima do PIB nominal, assim como ocorreu em 2011 e 2012.

Veículos

O estoque de operações de crédito para compra de veículos por pessoa física caiu 0,5% de outubro para novembro, segundo o Banco Central. Com isso, o total de recursos para a aquisição de automóveis está em R$ 201,288 bilhões. No acumulado do ano até o mês passado, a expansão verificada para esse segmento é de apenas 0,2%. Nos últimos 12 meses até novembro, a alta de 0,9%.

As operações de leasing voltaram a registrar queda em novembro, com redução de 7,3% ante outubro. Em 2012 até novembro, a redução é de 46,1%, chegando a 48,7% nos últimos 12 meses. Já os financiamentos realizados por meio do crédito direto ao consumidor voltaram, a ficar estáveis pelo quarto mês consecutivo em novembro, totalizando R$ 186,389 bilhões. No ano até novembro, a modalidade apresenta alta de 7,5%, enquanto nos últimos 12 meses, o aumento é de 9,3%.

Habitação

As operações de crédito para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,4% em novembro ante outubro, totalizando R$ 269,583 bilhões. Nos 12 meses encerrados em novembro, o crescimento foi de 38,1%.

No crédito direcionado para habitação, a expansão foi de 2,3% em novembro ante outubro e de 37,1% em 12 meses encerrados em novembro, para R$ 249,761 bilhões.

Já no crédito livre para aquisição de imóveis, o crescimento foi de 3,5% na comparação mensal e de 51,8% em 12 meses encerrados em novembro, para R$ 19,822 bilhões.

Bancos públicos

O Banco Central informou que a participação dos bancos públicos no total da carteira de crédito subiu para 47,0% em novembro, ante 46,7% em outubro. Nas instituições privadas nacionais, a participação recuou de 36,7% para 36,5% na mesma comparação. Nas estrangeiras, caiu de 16,6% para 16,5%.

O BC informou ainda que, em novembro, o aumento nas operações de crédito refletiu a intensificação sazonal das concessões a pessoas jurídicas, associada à necessidade de recursos destinados ao aumento da produção e às vendas de fim de ano, bem como para os pagamentos de 13º salário. Por outro lado, a disponibilidade adicional de recursos, possibilitada por esses pagamentos, contribuiu para o relativo arrefecimento dos empréstimos a pessoas físicas.

Maciel destacou também que os bancos públicos voltaram a ter um crescimento expressivo em 2012, principalmente no crédito consignado e habitacional. "São modalidades com menor inadimplência, o que torna essa expansão saudável", avaliou.

O Banco Central alterou suas estimativas de crescimento para os bancos públicos no crédito em 2012, de 24% para 26%. Já a projeção para os bancos privados nacionais caiu de uma expansão de 10% para um aumento de 7%. A estimativa de crescimento para os privados estrangeiros também recuou, de 13% para 11%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.