Estrangeiro reduz participação em títulos públicos

Participação está caindo desde que o governo elevou a alíquota do IOF para aplicações em renda fixa

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estadi,

23 de maio de 2011 | 15h23

A participação de estrangeiros no total da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) caiu de 11,38% em março para 11,29% em abril. Essa participação está caindo desde que o governo elevou a alíquota do IOF para aplicações em renda fixa.

Apesar da queda em porcentual, o estoque de títulos nas mãos dos estrangeiros saltou de R$ 183,31 bilhões em março para R$ 186,60 bilhões em abril. As instituições financeiras permaneceram em abril como os maiores detentores de títulos da DPMFi, mas a participação caiu de 30,46% em março para 30,30% em abril.

Os fundos de investimento, que figuram no segundo lugar de ranking de maiores detentores, fecharam abril com 24,65% do total da DPMFi e os fundos de previdência ficaram em terceiro lugar, com 15,94%.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, "a tendência é que haja uma elevação gradual do volume" de títulos públicos nas mãos de estrangeiros, mas isso não deve se refletir na elevação da participação dos investidores estrangeiros no total do estoque. De acordo com ele, até setembro do ano passado, a participação dos estrangeiros no estoque da dívida pública crescia mais que o estoque total. Mas, com o aumento do IOF para investimentos de estrangeiros em outubro de 2010, houve uma diminuição expressiva principalmente dos investidores de curto prazo.

"Os investidores estrangeiros de longo prazo mantêm um crescimento pequeno", afirmou Garrido. "Vinha tendo elevações expressivas (da participação dos estrangeiros na dívida pública), mês a mês, que se interromperam a partir de setembro", disse. Em abril, os títulos em mãos dos estrangeiros somaram R$ 186,60 bilhões, 11,29% do total do estoque. Em março, o valor era menor - R$ 183,31 bilhões, mas o porcentual era maior - 11,38% da fatia de títulos estavam com os investidores estrangeiros.

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