Estrella diz que parceria com Sinopec reduz risco da Petrobras

A parceria com a chinesa Sinopec será importante para a continuação da atuação da Petrobras em áreas de nova fronteira no Brasil, afirmou nesta quinta-feira o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

REUTERS

28 de maio de 2009 | 15h28

As duas companhias firmaram este mês um memorando de entendimentos que prevê parcerias na atividade exploratória na costa equatorial do Brasil, que compreende a bacia Pará-Maranhão.

"São blocos que tem elevada prospectividade. É uma região de fronteira. É uma área geologicamente atrativa", declarou Estrella a jornalsitas um dia depois de relatório do JP Morgan revelar a intenção da Petrobras em abrir espaço para parceiros chineses nesses blocos e em alguns fora do país.

A notícia foi confirmada à Reuters na quarta-feira pelo diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, que afirmou ser a parceria em exploração dissociada do financiamento de 10 bilhões de dólares que a companhia obteve recentemente com a China, ou de qualquer outro que seja conseguido.

Estrella afirmou que a eventual parceria com a Sinopec fortalece a capacidade de investimento da estatal brasileira, por dividir os custos com a exploração, e ajuda a Petrobras a diluir os riscos inerentes à atividade exploratória.

"A vantagem de ter parceiro é que a gente pode dividir e distribuir risco. Esse é um grande aspecto junto com a questão financeira. Seria um sócio operacional da gente", destacou o executivo.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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