REUTERS/Kevin Lamarque
REUTERS/Kevin Lamarque

EUA começam a adotar cotas para importação de aço e alumínio do Brasil

Mesmo depois de meses de negociações, o governo dos Estados Unidos anunciou que avançaria com sobretaxas sobre o aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia, além de aplicar medidas a países como o Brasil

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

02 Junho 2018 | 03h00

BRASÍLIA - O governo dos Estados Unidos começou a aplicar nessa sexta-feira, 1º, restrições às importações brasileiras de aço e alumínio. Foram publicadas informações oficializando a entrada em vigor de cotas máximas para a compra do aço brasileiro e de sobretaxa de 10% sobre as exportações de alumínio para os EUA. 

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De acordo com nota do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), as cotas serão definidas levando em consideração a média exportada entre 2015 e 2017. Para aço semiacabado, a quota será de 100% da média exportada, que foi de 3,5 milhões de toneladas e, para o produto acabado (aços longos, planos, inoxidáveis e tubos), de 70% da média, que foi de 543 mil toneladas.

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O Mdic disse que o governo brasileiro está em contato com o setor produtivo e acompanhará atentamente os efeitos da medida sobre as exportações brasileiras. “O governo brasileiro considera que a aplicação das restrições sobre as exportações brasileiras não se justifica e segue aberto a construir soluções que melhor atendam às expectativas e necessidades de ambos os setores de aço e alumínio no Brasil e nos Estados Unidos, reservando seus direitos no âmbito bilateral e multilateral”, completou.

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Reviravolta. Mesmo depois de meses de negociações, o governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira que avançaria com sobretaxas sobre o aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia, além de aplicar medidas a países como o Brasil. O anúncio reacendeu os temores de uma guerra comercial global e foi condenado por países como França, Alemanha e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que aplicaria restrições às importações norte-americana de aço e alumínio, mas os países vinham, bilateralmente, tentando isenções. O Brasil conseguiu evitar a sobretaxa de 25% sobre as vendas de aço e tentava negociar as cotas, que acabaram sendo impostas a partir dessa sexta-feira, 1º. 

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