EUA evita novamente acusar China de manipulação cambial

Tesouro norte-americano afirmou, no entanto, que o ritmo de apreciação do yuan é insuficiente e informou que vai continuar pressionando Pequim por maior flexibilidade

Andréia Lago, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2011 | 19h19

WASHINGTON - O governo Obama optou novamente por não acusar formalmente a China de manipular sua moeda, mas afirmou que o ritmo de apreciação do yuan é "insuficiente".

O Departamento do Tesouro informou que vai continuar pressionando Pequim por maior flexibilidade cambial, e também para igualar as condições para atuação de empresas estrangeiras no país e substituir o modelo de crescimento da economia chinesa sustentado por exportações.

"Embora a taxa de câmbio real da China tenha se apreciado, o processo de apreciação continua incompleto", afirma o Tesouro em seu relatório cambial semestral, observando que o yuan se apreciou quase 12% em relação ao dólar em termos reais desde que a moeda chinesa foi desatrelada do dólar, em junho de 2010.

"A trajetória de acumulação de reservas de longa data da China, a persistência de seu superávit em conta corrente e a apreciação incompleta, especialmente diante do rápido crescimento da produtividade no setor de bens tradables, indicam que a taxa de câmbio real do renmimbi está persistentemente desalinhada e continua substancialmente subvalorizada", afirma o relatório do Tesouro americano.

As informações são da Dow Jones.

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