EUA não terá superávit agrícola pela primeira vez em 50 anos

São Paulo, 23 - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou suas estimativas para o comércio agrícola do país no ano fiscal de 2005. O USDA estimou que as exportações no próximo ano fiscal devem totalizar US$ 56 bilhões, abaixo do recorde de US$ 62,3 bilhões registrados no ano fiscal de 2004, que se encerrou em 30 de setembro. Será a primeira vez, desde o final da década de 50, que o país não registra superávit agrícola anual. Para o departamento, a queda ocorrerá por causa da redução nas exportações e na safra recorde, que pressiona as cotações dos grãos, oleaginosas e do algodão, aliada ao aumento da competição no mercado mundial. O USDA informou que as importações no próximo ano também devem totalizar US$ 56 bilhões. Em 2004, os EUA importaram US$ 52,7 bilhões com um superávit de US$ 9,6 bilhões no comércio agrícola com outros países. O país vem contando com as vendas de grão para manter um amplo superávit nos negócios agrícolas, para ajudar a reduzir o déficit no comércio de produtos manufaturados. Em 1996, os EUA tiveram um superávit de US$ 27,3 bilhões um recorde anual. Entretanto, o déficit nos produtos manufaturados continua a crescer e os EUA não poderão contar com o setor agrícola para compensar a diferença. Na projeção divulgada anteriormente o governo estimava um superávit de US$ 2,5 bilhões. Segundo o departamento, o forte aumento das importações agrícolas foi "resultado do aumento dos preços de produtos com valor maior agregado". No caso, dois terços das importações agrícolas serão de "óleos essenciais" usados pelo setor de alimentos e agroindústria para processamento, bolachas, vinhos, carnes vermelhas, frutas e vegetais processados, vegetais frescos e outros produtos. A vasta maioria destes produtos - cerca de 75% - é proveniente da União Européia (UE), México, Canadá, China, Indonésia, Brasil e Austrália. As informações são da Dow Jones.

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