EUA preparam concordata da GM para a próxima semana

Chyrsler, a primeira montadora a entrar no processo de falência, pode sair dele também na semana que vem

Marcílio Souza, da Agência Estado,

22 de maio de 2009 | 09h02

O governo do presidente Barack Obama está preparando-se para colocar a General Motors em concordata na próxima semana, sob um plano que daria à montadora um pouco menos de US$ 30 bilhões em financiamento público extra, informou o Washington Post em seu web site nesta sexta-feira, 22, citando fontes próximas das discussões.

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Um pedido de concordata ocorreria apesar de a montadora ter fechado na quinta um acordo preliminar com o sindicato United Auto Workers (UAW) para reduzir a dívida de US$ 20 bilhões com o fundo para plano de saúde dos aposentados. A decisão também coincidiria com um momento em que o governo se prepara para tirar a Chrysler da concordata, o que pode ocorrer já na semana que vem.

 

A GM tem procurado fechar um acordo no qual pagaria metade, ou cerca de US$ 10 bilhões, de suas obrigações em dinheiro e daria ao sindicato 39% de participação na companhia. O acordo ainda precisa ser aprovado pelos 60 mil trabalhadores da GM representados pelo UAW, muitos dos quais enfrentam o risco de demissões

 

Opel

 

O porta-voz do Ministério da Economia da Alemanha Steffen Moritz afirmou nesta sexta que a GM recebeu três ofertas pela unidade alemã Opel e agora deve decidir a qual delas dará preferência antes que o governo avalie qualquer proposta.

 

As ofertas vieram da montadora italiana Fiat, da RHJ International, veículo de compras na Europa de um grupo de investidores norte-americanos, e da fornecedora de autopeças austro-canadense Magna International, em conjunto com a montadora russa Gaz Russia. Falando na mesma entrevista coletiva, o porta-voz do governo Thomas Steg disse que o governo ainda não decidiu qual das três partes é a líder na disputa.

 

O chefe de governo do Estado de Hesse, Roland Koch, disse, no início do dia, que prefere a proposta apresentada pela Magna International. O governo alemão e dos Estados de Hesse, Reno-Westphalia do Norte, Thuringia e Rhineland Palatinate, que abrigam fábricas da Opel, estudam conceder um financiamento ponte à montadora para mantê-la em operação se a GM pedir concordata antes da venda da unidade.

 

Esse financiamento, de 1,5 bilhão de euros, será concedido apenas se o governo e os Estados considerarem que pelo menos uma proposta é sustentável. O objetivo é dar à Opel mais tempo para negociar com os investidores.

 

Nesta sexta, a Fiat disse que sua oferta à Opel não inclui o corte de 18 mil empregos na Alemanha, como têm informado reportagens recentes. O plano da montadora italiana prevê uma redução da equipe "distribuída pela Europa e ao longo do tempo de um total inferior a 10 mil pessoas". "O impacto na Alemanha, portanto, será relativamente menor do que essa quantia", disse a empresa.

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