EUA querem US$ 10 bi do Paribas por suposta violação

O Departamento de Justiça dos EUA está pressionando o BNP Paribas a pagar mais de US$ 10 bilhões para resolver fora dos tribunais uma investigação criminal em torno de acusações de que o banco francês driblou as sanções econômicas impostas por Washington ao Irã, disseram fontes ouvidas pelo Wall Street Journal.

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2014 | 17h40

A investigação deverá ser concluída dentro de algumas semanas e é possível que o acordo seja em torno de uma quantia bastante inferior aos US$ 10 bilhões. O BNP Paribas pretende pagar menos de US$ 8 bilhões, disseram as fontes, mas uma pessoa ligada ao banco disse que seus negociadores nunca chegaram a falar em US$ 8 bilhões em suas conversas com as autoridades norte-americanas. Segundo as fontes, os EUA e o BNP Paribas também estão negociando sobre se o banco perderá temporariamente a permissão para transferir dinheiro de e para os EUA.

Os procuradores públicos norte-americanos também tentam extrair do banco uma admissão de culpa; em reuniões recentes, eles chegaram a apontar a reação limitada dos mercados à admissão do Crédit Suisse de que conspirou para que seus clientes evitassem pagar impostos como sinal de que uma confissão por parte do BNP Paribas não seria desastrosa.

Mas a continuidade da capacidade do banco para processar transações em dólar surgiu como tema de divergências nos últimos dias, disseram as fontes. Benjamin Lawsky, chefe do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York, sugeriu que a suspensão temporária da permissão para que o BNP Paribas processe transações em dólar seja incluída no acordo.

Essa possibilidade preocupa os executivos do banco, disse uma fonte. Representantes do BNP Paribas advertiram que seus clientes corporativos e parceiros em Wall Street manifestaram ansiedade quanto a possíveis restrições às transações do banco em dólar. Funcionários do BNP Paribas alertaram as autoridades norte-americanas de que a imposição daquelas restrições, mesmo que temporária, poderá desestabilizar o banco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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