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EUA usarão apenas metade dos recursos para evitar execução de hipotecas

Número de pessoas qualificadas para o recebimento do benefício ficou muito aquém do esperado; s expectativa é de que o dinheiro não utilizado seja devolvido aos cofres do Tesouro

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

28 de setembro de 2011 | 17h44

O governo dos Estados Unidos projeta gastar apenas a metade da verba de US$ 1 bilhão separada no ano passado para financiar um programa de prevenção à execução de hipotecas de cidadãos desempregados, uma vez que o número de pessoas qualificadas para o recebimento do benefício ficou muito aquém do esperado, segundo números divulgados hoje.

Cerca de 100.000 pessoas se inscreveram no programa, lançado este ano para ajudar mutuários que perderam o emprego a se reorganizarem financeiramente. No entanto, apenas 15.000 pessoas devem se adequar aos critérios do programa, bem abaixo da meta original de 30.000 pessoas, projetou Neill Coleman, porta-voz do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA.

O Congresso norte-americano criou o programa no ano passado. Baseado em um projeto que deu certo no Estado da Pensilvânia, o programa foi incluído na reforma financeira ordenada pela Lei Dodd-Frank e recebeu verba de US$ 1 bilhão.

Para se qualificar, os mutuários desempregados precisavam ter atrasado o pagamento das prestações por pelo menos 90 dias e perdido o emprego ou tido a renda dramaticamente reduzida pela crise econômica.

Os mutuários aceitos pelo programa receberão até US$ 50.000 em empréstimos sem juro, sendo que a dívida será gradualmente perdoada de acordo com o tempo que a pessoa permanecer no imóvel cuja execução foi evitada.

Os interessados têm até sexta-feira para se inscreverem no programa, mas é altamente improvável que o número de qualificados alcance a meta estabelecida em lei.

O deputado Barney Frank (democrata por Massachusetts) criticou o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano por atrasos no calendário para estabelecer o programa, mas observou que os critérios estritos da Lei Dodd-Frank acabaram por fazer com que muitos mutuários não se qualificassem e não houvesse tempo hábil para levá-lo a outras pessoas com potencial de inclusão no programa.

"Se tivéssemos mais tempo, poderíamos ter ajudado mais pessoas", lamentou o deputado. A expectativa é de que o dinheiro não utilizado seja devolvido aos cofres do Tesouro norte-americano.

As informações são da Dow Jones.

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