Ex-diretor da Aracruz propõe acordo à CVM

A única peça que faltava para encerrar o caso dos derivativos tóxicos da Aracruz Celulose está prestes a ser alinhada. O ex-diretor financeiro da companhia, Isac Roffe Zagury, encaminhou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma proposta de acordo no processo que investiga as perdas bilionárias causadas por operações com derivativos cambiais, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

MARIANA DURÃO, Agencia Estado

05 de julho de 2013 | 09h13

O caso chegou nesta quinta-feira, 04, à alta cúpula da autarquia, que decidirá se aceita o termo de compromisso ou se leva o executivo a julgamento. Zagury foi o único envolvido no imbróglio a ficar fora do acordo firmado em setembro passado pela CVM e pelo Ministério Público Federal (MPF) no processo. Dezesseis acusados pagaram um total de R$ 13,2 milhões para ver o processo extinto sem presunção de culpa.

O grupo incluía o ex-presidente da Aracruz Carlos Aguiar além de membros do Conselho de Administração e de comitês financeiros e de auditoria da empresa. A autarquia apurava até que ponto os administradores deixaram de monitorar as operações ou de agir diante de sinais de alerta.

Na época, o colegiado da CVM considerou que o valor proposto era suficiente para desestimular práticas semelhantes no mercado, embora sua área técnica tivesse recomendado que o caso fosse julgado. Na decisão do colegiado, pesou o fato de a Fibria - resultado da união, em 2009, de Votorantim e Aracruz - ter abdicado de indenização pelas perdas de US$ 2,13 bilhões com as operações em 2008.

Como antecipou a reportagem, tudo indicava que Zagury apresentaria um pedido de termo de compromisso após a decisão favorável da CVM em relação a seus antigos colegas. No fim do ano passado, a defesa do executivo conseguiu fechar um acordo com a Fibria em uma ação judicial.

A empresa pedia indenização pelas perdas bilionárias. Os termos para encerrar o processo incluíram o pagamento de R$ 1,5 milhão por Zagury à empresa. Além disso, o executivo teve que reconhecer a violação, por erro, dos limites da política financeira da empresa e que não comunicou tal fato ao Conselho de Administração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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