Excesso de água faz PETROBRAS mudar plano em Golfinho

A Petrobras anunciou nestaterça-feira que problemas com excesso de água na prospecção nocampo de Golfinho, na bacia do Espírito Santo, fizeram aempresa mudar os planos de exploração do reservatório, disse ocoordenador de gestão de informações de Exploração e Produçãopara investidores da estatal, Eduardo Alessandro Molinari. "Começou a formar cone de água e acabamos produzindo maiságua do que óleo. É uma coisa que acontece", explicou ele ajornalistas após apresentação dos resultados da empresa ainvestidores. Por causa dos problemas, a FPSO Capixaba, uma plataformaflutuante que opera na região, deverá ser transferida para ocampo Cachalote e Baleia Franca, na costa do Espírito Santo,com implantação prevista para meados de 2010, de acordo comMolinari. A Capixaba estava produzindo apenas 30 mil barris por dia,contra capacidade instalada de até 100 mil por dia. Além da Capixaba, também opera no campo de Golfinho a FPSOCidade de Vitória. A FPSO Cidade de Vitória, que tem capacidade para 100 milbarris diários, também está produzindo somente 30 mil barrisdiários, devido ao mesmo problema com água no reservatório. Em função das dificuldades encontradas no local, Molinaridisse que a Petrobras desistiu de instalar o módulo 3 no campode Golfinho. Apesar de o módulo 3 em Golfinho não estar no plano deinvestimentos até 2012, a Petrobras pretendia instalar aterceira plataforma no campo. O diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, afirmouainda que a redução de meta de produção no Brasil para 2008 jáleva em conta os problemas em Golfinho. Durante a divulgação do resultado trimestral nasegunda-feira, a Petrobras informou a revisão para baixo dameta de produção de petróleo no Brasil de 2 milhões de barrisdiários para 1,95 milhão de barris diários. A estatal adotou ainda uma banda de variação para a meta de2,5 por cento para cima ou para baixo. Essa redução também considera problemas com as plataformasP-52 e P-54, segundo Barbassa. Juntamente com o anúncio dos resultados do trimestre, aestatal anunciou que atrasos relacionados à disponibilidade deequipamentos atrasou o pico de produção das plataformas P-52 eP-54.

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