Executivo da BRF que teve prisão decretada renuncia e ações sobem

Com saída de José Roberto Pernomian Rodrigues, vice-presidência da empresa de alimentos fica vaga até a próxima reunião do conselho

Marcelle Gutierrez, Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2017 | 12h22

O executivo José Roberto Pernomian Rodrigues renunciou à vice-presidência da BRF e o cargo fica vago até a nova deliberação do conselho de administração. Rodrigues teve sua prisão decretada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. 

O executivo teve seu nome envolvido em 2007 na Operação Persona, da Polícia Federal, que investigava a Cisco. Seu nome foi ligado ainda à Operação Carne Fraca, em março deste ano, na qual teve um mandado de condução coercitiva expedido em seu nome.

A notícia foi considerada positiva por investidores e, por volta de 12h, a ação ON (ordinária, com direito a voto) da BRF tinha a maior alta do Ibovespa, com +2,51%, a R$ 39,62, enquanto o índice cedia 0,25%, aos 66.970 pontos. 

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRF reiterou que o processo trata de situações ocorridas há mais de 10 anos, não tendo qualquer relação com o exercício de suas atividades na BRF. 

"De acordo com os assessores legais consultados pela companhia, a referida decisão não impede José Roberto de exercer cargo de administrador em sociedades, uma vez que não é definitiva e não se enquadra nos casos previstos no artigo 147, ? 1º, da Lei nº 6.404/1976", informou a BRF, em comunicado. 

Em agosto, com a pressão menor de fatores cíclicos este ano, as ações da BRF acumulam aumento de 7,29%.

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