Exigência de governos ocorre no mundo inteiro, diz Vale

Exigências governamentais para empresas no caso de fusões e aquisições não devem sempre ser consideradas ingerências políticas. A opinião é do presidente da Vale, Murilo Ferreira. "Não é só o governo brasileiro que faz isso. Isso ocorre no mundo inteiro", disse o executivo, que participou hoje em São Paulo de um evento sobre infraestrutura.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

27 de junho de 2011 | 12h41

Ferreira citou o caso da compra da canadense Inco pela Vale. "Tivemos que assinar o chamado Investment Canada Act, um termo pelo qual nos comprometemos, entre outros pontos, com o governo canadense a manter a base de negócios de níquel da empresa no Canadá, de ter diretores operacionais canadenses, de manter o número de empregados por três anos, assim como manter todos os investimentos orçados", disse o presidente da mineradora, em sua apresentação.

O executivo afirmou também que a Vale também teve de aceitar exigências semelhantes dos governos da Indonésia e da Nova Caledônia. "Num momento em que muitos investidores estrangeiros estão interessados no Brasil, é bom saber o que é solicitado lá fora", afirmou o executivo.

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