Existe espaço para mais altas no compulsório bancário, diz BC da China

O banco central também vai aumentar a flexibilidade do yuan para ajudar a controlar a inflação

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de abril de 2011 | 09h19

Controlar a inflação continua sendo a maior prioridade da política monetária da China e existe espaço "significativo" para mais elevações na taxa do compulsório bancário, afirmou a vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país), Hu Xiaolian, em um comunicado publicado no site da instituição.

Hu disse que o PBOC vai continuar implementando uma política monetária "prudente" e usando ferramentas como o compulsório bancário e as operações de mercado aberto para gerenciar o excesso de liquidez. O banco central também vai aumentar a flexibilidade do yuan para ajudar a controlar a inflação e vai ampliar o papel das taxas de juros na administração das expectativas de inflação, segundo Hu.

Na operação de mercado aberto regular de hoje, o PBOC deixou o yield (retorno ao investidor) dos títulos de um ano inalterados pela terceira semana seguida, indicando que não planeja elevar as taxas de juros do país logo depois de elevar o compulsório bancário. O PBOC informou em um comunicado que vendeu 55 bilhões de yuans (US$ 8,42 bilhões) em títulos de um ano com yield de 3,3058%, o mesmo das duas últimas semanas. O banco central também ofereceu 32 bilhões de yuans em acordos de recompra de 28 dias, a 2,60%.

No domingo o PBOC anunciou a elevação da taxa do compulsório bancário em 0,50 ponto porcentual a partir de quinta-feira. Esse foi o quarto aumento na taxa neste ano, depois de dois movimentos similares no fim do ano passado. O PBOC entrou em um ciclo de aperto monetário nos últimos meses, elevando tanto as taxas básicas de juros como a proporção de depósitos que os bancos têm de manter em reserva, como parte dos esforços para enxugar o excesso de liquidez na economia e reduzir as pressões inflacionárias.

"Em razão das preocupações com a entrada de capital especulativo, o banco central está mais disposto a usar medidas quantitativas (como elevações no compulsório e vendas de títulos) do que aumentos nas taxas de juros para conter a inflação", comentou Chen Xumin, analista do Nanchong Commercial Bank.

Hu, a vice-presidente do PBOC, afirmou que o banco central vai continuar adotando taxas de compulsório diferenciadas para os bancos para controlar o crescimento dos empréstimos. A autoridade disse também que a China precisa ter um balanço de pagamentos internacional mais equilibrado e precisa evitar os riscos financeiros sistêmicos gerados pela liquidez e pela grande concessão de crédito. As informações são da Dow Jones.

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