Expansão do consumo de commodities vai além da China

Há uma longa lista de países menores em que o consumo de matérias-primas vai crescer, de acordo com reportagem do 'Wall Street Journal'

Agência Estado,

13 de dezembro de 2011 | 20h29

NOVA YORK - Além da China, há uma longa lista de países menores em que o consumo de matérias-primas vai crescer, de acordo com reportagem do 'Wall Street Journal'. A China é a principal perspectiva para os mercados de commodities, mas não a única. Os preços podem enfrentar uma crescente influência nos próximos dez anos se outros países começarem a consumir qualquer coisa como a China fez durante a última década.

Um exemplo é a Índia. Comparada à China, a Índia consome uma pequena fração das commodities mundiais - 3% do cobre, ante 37% da China, de acordo com o banco de investimentos Barclays Capital -, apesar de também ter uma enorme população. Mas isso pode mudar, pois a Índia é menos desenvolvida do que a China. Precisará de muito trabalho para desenvolver sua infraestrutura, especialmente sua rede elétrica.

Segundo o diretor da consultoria londrina Lalcap para a Índia, Deepak Lalwani, os indianos também querem impulsionar a indústria. Ele avalia que o Produto Interno Bruto (PIB) da Índia quadruplicará até 2020.

Há muitos países menores que consomem menos matérias-primas per capita do que o mundo desenvolvido, o que indica muito espaço para um crescimento da demanda global. Embora alguns países tenham ampliado o consumo, não o fizeram tão rapidamente como a China, o que sugere que seus apetites podem se tornar ainda mais expressivos.

Entre 2000 e 2010, o consumo de cobre no Brasil, na Indonésia, na Rússia e na Turquia aumentou entre 36% (Brasil) e 172% (Indonésia), de acordo com dados do Grupo de Estudos Internacionais de Cobre, uma organização intergovernamental. Durante o mesmo período, o consumo da China aumentou quase quatro vezes.

"Uma tendência que está clara para mim é que as pessoas em países subdesenvolvidos de todo o mundo querem viver uma vida melhor", comentou o executivo-chefe da produtora de cobre, ouro e molibdênio Freeport-McMoRan Copper & Gold, Richard Adkerson. "A situação de crescimento num longo prazo vai além da China e ainda não foi traçada", acrescentou.

As informações são da Dow Jones. (Filipe Domingues)

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