Expectativa é de resultado primário muito forte em abril, diz BC

Chefe do Departamento Econômicodo Banco Central  explicou que o resultado foi bastante afetado pelo pagamento de R$ 6,8 bilhões de sentenças judiciais

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

30 de abril de 2010 | 12h55

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, previu, há pouco, que o superávit primário das contas do setor público em abril será "bastante expressivo". Segundo ele, o resultado será puxado pelo aumento maior da arrecadação.

"A expectativa é de um resultado primário forte em abril", afirmou o chefe do Depec. Na avaliação dele, a partir dos números de abril, as contas do setor público começarão a apresentar resultados "mais normais".

Lopes explicou que, em março, o resultado foi bastante afetado pelo pagamento de R$ 6,8 bilhões de sentenças judiciais (precatórios). Segundo ele, a série do ano passado (2009) foi batante "contaminada" por receitas fracas. Por isso, disse, somente a partir dos resultados de abril e maio será possível fazer uma avaliação mais criteriosa da evolução dos dados acumulados em 12 meses para o cumprimento da meta de um superávit de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nas contas do setor público em 2010.

O chefe do Depec reconheceu que, até agora, o superávit acumulado em 12 meses está bem abaixo - em 1,94% do PIB -, o que indicaria a necessidade de uso do abatimento das despesas do PAC para o cumprimento da meta de 3,3%.

A uma pergunta se estaria dando uma sinalização de que a meta cheia poderá não ser cumprida, Altamir lopes respondeu que, a partir do resultado de de abril, as contas entram na normalidade. "E, aí, poderemos fazer uma avaliação mais criteriosa".

Segundo Altamir Lopes, o crescimento das receitas começará a se dar agora, a partir de abril, o que favorecerá os resultados daqui para frente. Ele destacou que a série do superávit acumulada em 12 meses começará a melhorar, porque serão descontados os meses ruins do ano passado devidos à queda da arrecadação em função dos efeitos da crise financeira internacional na economia.

O dirigente do BC ressaltou o bom resultado das contas dos governos regionais (Estados e municípios). "Foi o melhor resultado da série histórica", disse.

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