Expointer: BB assina primeiros contratos de CPR Remate

Esteio, 2 - O Banco do Brasil assinou hoje, durante a 27ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em Esteio (RS), os três primeiros contratos de Cédulas de Produto Rural (CPR) Remate. Pelo novo mecanismo, o BB antecipa ao produtor recursos da venda parcelada de animais, explicou o gerente de agronegócios do BB no Rio Grande do Sul, José Kochhann Sobrinho. A CPR Remate terá prazo de um ano e juros de 1,5% a 1,7% ao mês. O limite de crédito dependerá da análise da situação de cada produtor. Aprovada pela diretoria do BB há cerca de 15 dias, a CPR Remate já está disponível para todo o País. O vice-presidente de agronegócios do BB, Ricardo Conceição, informou que estão previstos R$ 100 milhões para este mecanismo, que atende a um pedido do setor. A CPR Remate funciona como antecipação de recebíveis (que podem ser cheques, notas promissórias ou CPRs, entre outros), que são cobrados pelo banco, em troca do adiantamento dos recursos ao produtor. Os três primeiros contratos tiveram valor de R$ 100 mil cada. A cédula poderá ser usado em feiras e leilões. Desde a abertura da Expointer, no sábado, os negócios com animais somam R$ 3,8 milhões até o meio-dia de hoje, com a venda de 690 exemplares - incluindo três remates realizados na Região Metropolitana de Porto Alegre. A feira será inaugurada oficialmente amanhã (3) - a abertura oficial tradicionalmente é feita depois do início da mostra - e terminará no domingo (5). O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, participará da solenidade de inauguração da Expointer, às 15h. Na área do crédito agrícola, o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, criticou hoje, durante reunião da Câmara Temática de Financiamento do Agronegócio, na sede da entidade na Expointer, a cobrança da chamada "comissão flat" pelo Banco do Brasil em contratos de financiamento. O vice-presidente de agronegócios do BB, Ricardo Conceição, explicou que a taxa é uma forma de o banco compensar o custo de captação de recursos de fontes mais caras para poder emprestar ao produtor com juros de 8,75% ao ano. Os agricultores argumentam que, embora a cobrança seja feita ao vendedor de máquinas ou animais, ela acaba sendo repassada ao custo final do produto. No financiamento de equipamentos previstos nas regras do Finame, o Banco Central autorizou a cobrança de 4% de "comissão flat". Conceição disse que o BB está examinando a questão, mas observou que uma posição sobre isso depende da área financeira. (segue)

Agencia Estado,

02 de setembro de 2004 | 17h55

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