Exportação de suínos cresce 38% em receita e 1% em volume em 2004

São Paulo, 14 - As exportações de carne suína de janeiro a setembro deste ano somaram 373,1 mil toneladas, volume 1,17% acima do volume exportado em igual período do ano passado. A receita obtida nos primeiros nove meses deste este ano soma US$ 534 milhões, valor 38,2% superior ao registrado no mesmo período de 2003. O preço médio FOB subiu 36,6% e ficou em US$ 1.433 por tonelada. Segundo o coordenador do conselho da Abipecs, Pedro Benur Bohrero, o resultado das exportações de suínos em setembro já refletem o fechamento do mercado russo. O Brasil embarcou 47.596 toneladas de carne suína, contra 58.985 toneladas de agosto. "Nossa expectativa inicial é de que as exportações ficassem em torno de 55 mil toneladas", disse o coordenador do conselho da Abipecs. A reabertura do mercado russo para a carne suína não deve ocorrer no curto prazo, na opinião de Bohrer, que integrou a comitiva do vice-presidente José Alencar a Rússia. Ele disse que os sinais emitidos por Moscou foram confusos. "Nossa avaliação é de que a questão é política, e não técnica", afirmou. A expectativa do setor é de que a visita do presidente Vladimir Putin, em novembro, possa selar um acordo que ponha fim à crise. "É uma ocasião excelente para que o setor consiga resolver este impasse", afirmou Bohrer. A Rússia vetou a entrada de carne bovina, suína e de aves do Brasil desde 20 de setembro. Ao anunciar o embargo, Moscou alegou que a notificação de um foco de febre aftosa em rebanho do Amazonas punha em dúvida a sanidade das exportações brasileiras. A alegação foi contestada pelos brasileiros, já que o Amazonas não exporta nenhuma dessas carnes, mas Moscou até agora não reviu a posição. O mercado russo é destino para 61% das exportações de carne suína do Brasil. De janeiro a agosto, os russos importaram 199 mil toneladas do Brasil. A Abipecs estimava, antes do embargo, que essas importações igualassem 2003, quando os russos importaram 313 mil toneladas. Até o momento, o impacto do embargo russo foi limitado, porque Moscou permitiu que lotes de carne suína com certificado sanitário anterior a 20 de setembro fossem embarcados.

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