Exportações de carnes da Aurora têm alta de 45%

As vendas externas da Coopercentral Aurora Alimentos somaram R$ 483,4 milhões no primeiro semestre, alta de 45% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em volume, o total foi de 92,9 mil toneladas, acréscimo de 31% na mesma base de comparação, sendo a média diária mensal de 15 mil toneladas.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

22 de julho de 2013 | 16h33

Segundo a empresa, em nota, somente as exportações de carne de frango somaram 64.674 toneladas, aumento de 33,2%, e receita de R$ 333,7 milhões , crescimento de 55,3%. As vendas de carne suína da Aurora no mercado mundial subiram 16% para 23.775 toneladas e avançaram 25,6%, para R$ 140,6 milhões. Também foram exportadas, no período, 3.399 toneladas de matéria-prima in natura, gerando o montante de R$ 5,2 milhões e 1.115 toneladas de industrializados (R$ 3,7 milhões).

O bom desempenho do segmento de frango se deu pelas recentes incorporações das unidades do FAG (Frigorífico Aurora Guatambu, ex-Bondio) e FAX (Frigorífico Aurora Xaxim, ex-Diplomata). "Essa expansão da capacidade produtiva permitiu ampliar as exportações para clientes já tradicionais da Aurora e para novos que se incorporaram à carteira dos seus parceiros comerciais", explicou o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, no comunicado.

Já em carne suína a Aurora explicou que o setor como um todo continuou com dificuldades em alguns mercados. A Argentina continuou restringindo a liberação de licenças de importação: o Brasil exportava em torno de 3,5 mil toneladas por mês e baixou para 1 mil t/mês. A Ucrânia - importante importador de carne suína brasileira - fechou temporariamente o mercado de março a junho.

"Todos os produtores sentiram as dificuldades de um mercado complicado para a carne suína, mas, felizmente, no final do semestre, o retorno das exportações para a Ucrânia e a oficialização da abertura do mercado japonês para as exportações de carne suína de SC animaram a cadeia produtiva", disse o gerente geral de exportação da Aurora, Dilvo Casagranda, na nota. "Mesmo assim, temos que ter os pés no chão, pois o mercado não está com crescimento de demanda. Em muitos deles sequer tivemos a recuperação das economias e das importações de carnes, o que faz com que os negócios aconteçam de forma lenta", completou.

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