Exportadores apoiam retaliação do Brasil à Argentina

Crise nas relações comerciais entre Brasil e Argentina começou quando o governo brasileiro decidiu frear as importações de automóveis e autopeças fabricados na Argentina

Daniela Amorim, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 14h06

A retaliação do governo às restrições impostas a produtos brasileiros na Argentina foi comemorada pelo setor exportador nacional. Segundo o presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a resposta brasileira foi necessária. "Na verdade, o Brasil acostumou mal os nossos parceiros. Chega uma hora que você tem que dar um basta", afirmou Castro, após participar do XXIII Fórum Nacional, que acontece na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.

A crise nas relações comerciais entre Brasil e Argentina começou quando o governo brasileiro decidiu frear as importações de automóveis e autopeças fabricados na Argentina. A medida foi uma resposta às tarifas impostas pelo governo argentino a alimentos, maquinários agrícolas e calçados brasileiros, entre outros produtos. Produtores brasileiros também reclamam da demora para a emissão da licença de entrada de produtos nacionais no país.

"Há quanto tempo a Argentina vem criando dificuldades? Ela promete que vai emitir a licença automática de 60 dias, mas esse prazo dá 120, 180 dias. Recentemente, ela autoriza a importação, mas proíbe a venda no mercado interno. Como é que a empresa vai vender para lá sem saber se vai conseguir entregar e, se entregar, se vai conseguir vender?", indagou Castro. 

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