Exportar etanol para os EUA é improvável, diz executivo da Sucden

Segundo Joshua Bailer,  não faz sentido econômico embarcar um barril de etanol para os Estados Unidos no estado atual dos estoques de açúcar e etanol no Brasil

Filipe Domingues, da Agência Estado,

17 de junho de 2011 | 19h18

O etanol brasileiro importado pelos Estados Unidos encontraria dificuldades de competir com o combustível local, mesmo se os legisladores norte-americanos retirassem os subsídios dados à indústria de etanol de milho, de acordo com o executivo Joshua Bailer, da trading Sucden Americas. "No estado atual dos estoques de açúcar e etanol no Brasil, você vê que não faz sentido econômico embarcar um barril de etanol para os Estados Unidos", comentou o executivo.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço do etanol de cana-de-açúcar está em torno de RS$ 1,91 por litro, o equivalente a US$ 4,55 por galão, sem contar o frete. Nos Estados Unidos, o etanol de milho para entrega em julho está cotado a US$ 2,645 por galão na Bolsa de Chicago (CBOT).

Sobre a aprovação pelo Senado do fim dos subsídios de US$ 6 bilhões por ano destinados à indústria de etanol dos Estados Unidos, Bailer afirmou que ainda "não representa uma mudança no jogo". A medida aprovada ontem ainda será avaliada novamente pelo Senado, num projeto de lei, e teria de passar pela Câmara dos Representantes.

Com o clima atrapalhando a colheita de cana-de-açúcar e com escassez de oferta local, o Brasil importou etanol dos Estados Unidos nos últimos meses para conseguir atender à demanda doméstica e conter os preços. "Não é bem viável neste momento enviar etanol para os Estados Unidos, considerando a taxa de câmbio e o valor do mercado doméstico brasileiro", disse um trader de açúcar em São Paulo. As informações são da Dow Jones.

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