Fabricantes apontam falta de chips no Japão

A sul-coreana LG Electronics afirmou que sua divisão de eletrodomésticos observou um desequilíbrio entre oferta e demanda de chips no Japão e que vai buscar fornecedores alternativos. "Estávamos recebendo cerca de 70% a 80% dos semicondutores para nossos aparelhos eletrodomésticos de empresas japonesas, mas estamos diversificando rápido nossos fornecedores", afirmou o presidente da divisão de aparelhos domésticos da LG.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h48

As declarações da empresa são um claro sinal de que as fabricantes de produtos eletrônicos estão lutando para assegurar o abastecimento de componentes após o terremoto e o tsunami que atingiram o país no início de março. Segundo o executivo da LG, a recuperação no Japão ajudará a oferta de chips global a voltar ao normal dentro de dois ou três meses. Ele afirmou que a LG conversou com a Hynix Semiconductor para o fornecimento de componentes, mas não quis revelar os nomes dos outros fornecedores consultados.

A Toshiba, que fornecia metade do abastecimento de chips da LG, disse ontem que uma das suas principais fábricas de chips na Prefeitura de Iwate, norte do Japão, retomou a produção parcial, depois de ter sido atingida pelo terremoto.

O desastre no Japão elevou as preocupações sobre o abastecimento em muitos setores empresariais, incluindo o de aparelhos eletroeletrônicos, visto que as gigantes mundiais de tecnologia são fortemente dependentes dos fabricantes de peças japoneses.

A LG também informou que poderá elevar os preços de seus aparelhos eletrodomésticos em cerca de 5% a 10% no curto prazo devido à alta das matérias-primas. "Os custos das matérias-primas, incluindo cobre e aço, aumentaram cerca de 20% a 30% recentemente, mais rápido do que temíamos", destacou o executivo. "Uma vez que o ritmo dos preços das matérias-primas está superando os nossos esforços de redução de custos, não podemos fazer nada senão seguir a tendência mundial (de aumento dos preços)", acrescentou Lee.

A norte-americana Whirlpool e a sueca Electrolux, as principais rivais da LG no exterior, já elevaram os preços de seus produtos com a finalidade de repassar o aumento dos custos das matérias-primas. As informações são da Dow Jones.

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