Fabio Motta/Agência Estado
Fabio Motta/Agência Estado

Fabrício da Soller renuncia à presidência do Conselho de Administração do Banco do Brasil

Reinaldo Kazufumi Yokoyama também renunciou, mas ao cargo de diretor de Distribuição

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2018 | 11h36

O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira, 31, por meio de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que Fabrício da Soller renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração. A instituição não informou quem será seu substituto.

O Banco do Brasil anunciou também a renúncia de Reinaldo Kazufumi Yokoyama do cargo de diretor de Distribuição. O executivo foi eleito para o cargo de diretor de Clientes, Comercial e Produtos da BB Seguridade Participações S.A, empresa controlada do BB.

Mais de 50 executivos deixam Banco do Brasil e coligadas

A troca de governo e, consequentemente, no comando dos bancos públicos motivou um verdadeiro desembarque de executivos do Banco do Brasil e empresas coligadas. Até o momento, mais de 50 pessoas, entre vice-presidentes, diretores, superintendentes e gerentes deixaram o conglomerado.

Entre os que deixaram a instituição este mês estão o presidente da BB Tecnologia e Serviços, Rodrigo Nogueira, e o presidente da Brasil Dental, joint venture do banco com a Odontoprev, Carlos Caffarelli. A reposição das vagas abertas ou com interinos está bloqueada por ora, à espera da futura gestão do BB. Internamente, a sensação é de que está por vir algum corte no quadro do banco, que somava 97.232 funcionários ao final de setembro. 

As saídas devem facilitar o esforço de corte de pessoal. A reestruturação feita na gestão passada do BB, que enxugou o quadro em 12.383 funcionários, atingiu mais as agências, mantendo a diretoria quase que intacta. Atualmente, são nove vice-presidências e 27 diretorias, número máximo previsto pelo estatuto social, além de 11 unidades com o mesmo status de diretorias. 

A lista de baixas no BB cresce a cada dia. O movimento, porém, já era esperado, uma vez que a mudança na liderança do banco serviu de gatilho para executivos que já tinham condições de se aposentarem ou partirem para novos desafios darem tal passo.

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