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Falta de ação política leva o mundo a uma zona de perigo, diz FMI

Segundo diretor do fundo, a restauração da estabilidade financeira nos EUA e na Europa dependerá de decisões corretas, tomadas de forma 'intensa' e 'coordenada' entre os países

Denise Chrispim Marin, da Agência Estado,

21 de setembro de 2011 | 13h51

O diretor do Departamento Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Viñals, afirmou que a atual crise de confiança é o resultado da ausência de ação política "suficiente e decisiva" das economias avançadas para lidar com a herança da crise financeira. "Isso nos atirou de novo em uma zona de perigo e traz uma ameaça enorme para a economia mundial", afirmou Viñals.

Na Europa, o aumento do risco soberano em 2010 contaminou o sistema bancário da região. O FMI estimou em 200 bilhões de euros esse aumento de risco na zona do euro. Somada ao contágio nos bancos dos custos financeiros elevados dos países dessa região, esse custo pode subir para 300 bilhões de euros. Entre os fatores necessários para enfrentar essa situação está a garantia de os bancos europeus terem reservas de capital. O ideal, afirmou ele, será a capitalização dessas instituições no mercado privado. Mas, se for necessária a injeção de recursos públicos, melhor que seja uma medida limitada e temporária.

Nos Estados Unidos, afirmou Viñals, aumentaram as preocupações com a sustentabilidade em longo prazo da dívida pública. "Se não for contornada, essa preocupação pode ressuscitar riscos soberanos e ter consequências sérias e adversas para os Estados Unidos e o mundo", afirmou. Além disso, assinalou ele, as famílias americanas ainda não conseguiram resolver suas contas, fator que ainda tem afetado o crescimento econômico, o preço dos imóveis residenciais e os balanços dos bancos. Para ele, enquanto a recuperação das economias avançadas continuar fraca, essa ameaça não vai desaparecer.

A saída para restaurar a estabilidade financeira e garantir uma recuperação econômica sustentável dependerá da tomada de decisões corretas "agora", de forma "intensa" e "coordenada" entre os países. "As economias avançadas têm de resolver de forma decisiva e expedita a atual crise de confiança", afirmou. "Há um caminho. Agora, nós precisamos de disposição política", ressalvou.

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