Falta de demanda está detendo economia dos EUA, diz Casa Branca

Diretor do Conselho de Assessores Econômicos refutou o argumento de republicanos e de empresas de que incertezas regulatórias são o maior obstáculo para a recuperação do país

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2011 | 16h26

WASHINGTON - A fraca recuperação econômica dos Estados Unidos ocorre por falta de demanda, e não por conta de incertezas relacionadas a impostos, regulamentação e políticas econômicas, avalia Alan Krueger, que dirige o Conselho de Assessores Econômicos do presidente norte-americano, Barack Obama.

Ao refutar o argumento de que a incerteza estaria detento o crescimento, Krueger tenta anular uma das principais críticas da oposição à política econômica de Obama: a de que as regulamentações e a incerteza regulatória em geral estariam prejudicando a criação de empregos e o andamento da economia.

Políticos do Partido Republicano e grupos empresariais costumam se queixar que a regulamentação de temas que vão da qualidade do ar ao funcionamento de Wall Street sinalizariam interferência demasiada por parte do governo democrata e prejudicariam o crescimento da economia.

"As evidências, no entanto, sugerem justamente o contrário", disse Krueger em discurso proferido em Charlotte. Ele chamou a atenção para os recordes dos lucros corporativos e para o fato de as empresas raramente citarem entraves regulatórios para justificar demissões. "Se as incertezas regulatórias estivessem prejudicando as empresas, por que os lucros corporativos atingiriam níveis recorde?", questionou.

Sem mencionar nominalmente os republicanos, Krueger disse ainda que as pessoas estão preocupadas demais com as regulamentações. "Um dos perigos de se exagerar os efeitos das incertezas é que isso pode levar à paralisia", advertiu. "Como dizia o presidente Franklin Delano Rossevelt, há momentos em que a única coisa de que devemos ter medo é do próximo medo. Acho que este é um desses momentos", afirmou o presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca.

As informações são da Dow Jones.

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