Famato pede reavaliação para quem renegociou dívida

'O problema é de acesso ao crédito. O aporte auxilia, mas não resolve', disse a Federação

Alexandre Inacio, da Agência Estado,

15 Outubro 2008 | 20h26

Apesar de o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, considerar que a mudança na regra da exigibilidade bancária para os depósitos à vista "corrige" o problema de crédito verificado nas regiões produtoras de grãos, os produtores ainda esperam por algumas mudanças. Segundo, Luciano Gonçalves, assessor técnico da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato), a medida é importante, mas não preponderante para resolver o problema da crise. "O problema é de acesso ao crédito. O aporte auxilia, mas não resolve", disse.   Para ele, os produtores do Mato Grosso têm restrições para obter crédito, pois ainda são classificados pelos bancos como investimento de risco. Desde que optaram por renegociar as dívidas, os bancos rebaixaram o grau de risco dos produtores, o que fez o crédito ficar ainda mais restrito ao setor produtivo.   "Existe uma indicação por parte do Ministério para que isso seja revisado, mas o que nos preocupa é o tempo que isso levará", afirma Gonçalves. De acordo com o assessor da Famato, a antecipação de recursos e a alteração no percentual da exigibilidade dos bancos é um conjunto de medidas que vai auxiliar o produtor, mas que ainda depende de uma nova classificação dos bancos.   "Além disso, um pedido que ficou fora do conjunto de medidas foi a prorrogação da parcela de 40% das dívidas de investimentos que venceu hoje", disse. Para Gonçalves, a inadimplências de 7% dos produtores do Mato Grosso anunciada pelo Ministério da Agricultura não reflete a realidade, já que muitos produtores não declararam que não conseguirão pagar as dívidas.

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