Paulo Whitaker/Reuters
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Acordo deve encerrar disputa judicial sobre herança de Joseph Safra

Um dos filhos de Joseph Safra, que morreu em 2020, havia entrado com ação em Nova York contestando o testamento

Alexandre Calais e André Jankavski, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2021 | 19h48

A disputa em torno da herança de Joseph Safra, morto em dezembro do ano passado, aos 82 anos, caminha para um desfecho. A família Safra fechou um acordo com Alberto Safra, um dos filhos do banqueiro, que abriu, em agosto, uma demanda judicial em Nova York questionando mudanças feitas no testamento em 2019 e que teriam retirado parte dos seus direitos. 

Segundo fontes com conhecimento das conversas informaram ao Estadão, o acordo entre as partes, cujos termos não foram revelados, deve ser formalizado em breve. Procurados pela reportagem, nem o banco Safra nem Alberto Safra quiseram comentar o assunto.

No processo aberto na Justiça americana, Alberto alegava ter sido prejudicado no testamento por causa de uma “influência indevida de indivíduos que exploraram a vulnerabilidade física e mental de Joseph”. O filho afirmou que só soube das mudanças no testamento após a morte do pai.

Em nota divulgada à época do anúncio da ação judicial, a família Safra disse que “não via sentido em qualquer contestação”. “Sobre o testamento de 2019, o Sr. Joseph Safra tomou todas as precauções necessárias para que seus atos de última vontade fossem devidamente respeitados”, dizia a nota, que informava ainda que a contestação era a posição isolada de apenas um dos filhos e não condizia com a verdade dos fatos.

Alberto, que tocava a operação do Safra no Brasil junto com o irmão David, deixou a gestão do grupo no segundo semestre de 2019, depois de desentendimentos com a família, e criou a gestora ASA Investments. David seguiu como responsável pelos negócios do grupo no País. O outro irmão, Jacob, é o responsável pelas operações externas. 

A fortuna dos Safra é avaliada em mais de US$ 16 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da agência de notícias Bloomberg, e contempla desde as operações das instituições financeiras até imóveis no exterior, além de uma parte da operação da Chiquita Brands International, focada em bananas.

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