Divulgação/Grupo Soma/Farm
Divulgação/Grupo Soma/Farm

Farm Global planeja faturar até R$ 3 bi com vendas nos EUA e Europa em 2026

A expectativa do Grupo Soma é que a grife carioca seja a segunda marca internacional de sucesso, depois das Havaianas

Bruno Villas Bôas, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2022 | 17h27

A internacionalização da grife carioca Farm, marca do Grupo Soma, vai ser acelerada nos próximos anos com a abertura de lojas, entrada em novas categorias de produtos e aumento do valor médio gasto por clientes e recorrência de compras, além da chegada na Europa. Anunciado nesta quarta-feira, 30, o plano da empresa é faturar de R$ 2,25 bilhões a R$ 3 bilhões nos EUA e na Europa em 2026, dez vezes acima do registrado no ano passado (R$ 271 milhões).

Para o presidente do Grupo Soma, Roberto Jatahy, a operação internacional da Farm caminha para ser o segundo case de marcas brasileiras com sucesso no mercado internacional, depois das Havaianas. "Sempre fui reticente para falar da operação, dada a dificuldade e histórico de marcas brasileiras", disse Jatahy, durante encontro com investidores no Rio.

O diretor-presidente da Farm Global, Fabio Barreto, explicou que a empresa será mais agressiva em seu crescimento no mercado americano, onde conhece melhor o cliente e tem relacionamento próximo com grandes lojas de departamento. A expectativa é ter receita líquida de R$ 1,8 bilhão a R$ 2,2 bilhões nos Estados Unidos em 2026, o que representaria 1% a 1,3% de parcela de mercado local.

Além de lojas-conceito próprias em Nova York, Los Angeles e Miami, a marca está presente em pontos de venda multimarcas nos EUA. Nos próximos meses, uma nova loja deve ser inaugurada em Venice, distrito de Los Angeles. Segundo Barreto, a empresa mapeou oportunidades de inauguração de 35 a 55 lojas físicas nos Estados Unidos. Ele ponderou que as unidades serão abertas "com calma", no médio e longo prazo, sem detalhar prazos.

Já a chegada na Europa será pela abertura de uma loja de 250 metros quadrados no Le Bon Marché, loja de departamento em Paris, na França, onde começou vendendo em um espaço teste de 40 metros quadrados. A empresa inaugurou, há cerca de duas semanas, um site de vendas dedicado ao mercado europeu. Também há intenção de expansão pelo Reino Unido.

Para Barreto, operar na Europa faz sentido pela familiaridade com os EUA. "Estamos indo para a Europa neste momento porque a sinergia é muito grande. As mesmas marcas estão nas lojas nos EUA e na Europa. O posicionamento é muito próximo, preço e câmbio, não tem por que não entrar", acrescentou o executivo da Farm, que terá um centro de distribuição em Roterdã.

Sócia fundadora da Farm, Kátia Barros diz que a criação da coleção verão foi fácil para a empresa, feitos ajustes em materiais e em estampas - que permanecem lá fora com suas características coloridas. O posicionamento do produto, que tem preço médio de US$ 200 no mercado americano. O desafio foi a coleção inverno. Foi preciso mudar paletas de cores, formatos e materiais, por exemplo. Para a estreia na Europa, a marca prevê uma coleção de roupas para esquiar - também coloridas.

A empresa também prepara-se para entrar no segmento de sapatos no mercado americano. O aumento do mistura de produtos será feito aos poucos em todos os canais da empresa, uma aposta em aumento de recorrência e crescimento no volume de situações de uso da marca no mercado americano e europeu, o que tende a ser puxado para linhas praia e infantil.

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