Farmacêutica global, moksha8 vai atuar nos mercados emergentes

Uma companhia farmacêutica global quevai atuar nos mercados emergentes. Com esse modelo de negóciosinovador, foi lançada nesta quarta-feira a moksha8. A empresa,que nasce com sede na China e escritório nos Estados Unidos,inicia suas operações pelo Brasil. A multinacional tem planos de, em até cinco anos, construirno país uma fábrica de produtos de biotecnologia cominvestimento de 500 milhões. Fundada em dezembro de 2006, a companhia foi idealizadapelo inglês Simba Gill, ex-presidente da Maxygen, e tem comoinvestidores dois fundos de capital privado, o Texas PacificGroup (TGP) e a Votorantim Novos Negócios, do Grupo Votorantim.O valor do investimento não foi revelado. A nova empresa atua em três frentes, mas em sua primeirafase vai concentrar-se na promoção de marcas maduras de grandeslaboratórios nos mercados emergentes. Com foco voltado paraEuropa e Estados Unidos, que representam 90 por cento de suasreceitas, os laboratórios estão hoje mais concentrados empromover novos medicamentos."Nos colocamos como um parceiro confiável nos mercadosemergentes", disse a jornalistas Mario Grieco, vice-presidenteexecutivo mundial e líder da moksha8 para o Brasil e paraAmérica Latina. Com parcerias já firmadas com a americana Pfizer e a suíçaRoche, a moksha8 planeja trazer de volta às prescrições médicas20 marcas clássicas como Bactrim, Lexotan e Diabinese. "Sãoprodutos que representam no Brasil um total de vendas de 130milhões de reais ao ano", disse Grieco. Foram contratados 60 representantes especializados parainiciar o trabalho de promoção no Brasil. "Em três anos,teremos 500 profissionais", afirmou. "O objetivo é aumentar asvendas em 20 por cento." Em outra frente, a empresa vai licenciar e distribuir novosmedicamentos. Segundo Fernando Reinach, diretor-executivo daVotorantim Novos Negócios, a companhia vai operar tanto junto agrandes laboratórios como empresas de biotecnologia que não têmo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como alvo. "Eles aprovam os medicamentos na FDA (US Food and DrugAdministration) e fazem o licenciamento nos Estados Unidos eEuropa e a moksha8 trata disso no resto do mundo." A área de desenvolvimento de produtos de biotecnologiatambém está sendo organizada, mas isso deve levar até cincoanos. "Estamos em negociações com o governo para trazer essastecnologias para o país e o governo Lula tem se mostradointeressado no assunto", diz Grieco. Executivos de grandes companhias farmacêuticas foramescolhidos para formar o staff da nova empresa. Mario Grieco,que comanda a operação no Brasil, é ex-presidente da BristolMyers Squibb e Steen Kroyer, principal executivo na China,ocupava a presidência da Astra Zeneca, naquele país. O nome curioso da nova companhia vem do sânscrito e, em suadefinição está relacionado com liberação, esclarecimento eliberdade. "O número oito, além de representar o infinito, écomo um número da sorte", diz Grieco. A moksha8 vai atuar emoito territórios-chave: Brasil, Rússia, Índia, China, México,Coréia, Oriente Médio e Norte da África. (Edição de Alexandre Caverni)

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