‘Fatiamento’ de rede permite múltiplos modelos
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‘Fatiamento’ de rede permite múltiplos modelos

Operadoras poderão oferecer pacotes completos de aplicações

Especial 5G, Media Lab Estadão
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26 de novembro de 2020 | 16h52

Muitas empresas ganharão impulso em seus processos de transformação digital com a chegada do 5G, considerado a tecnologia mais revolucionária da década de 2020. Entre elas, as próprias operadoras, que deixarão de ser apenas vendedoras de serviços de voz, SMS e dados e passarão a oferecer pacotes de aplicações completos, suportados por suas redes de alta velocidade – em parceria com outras empresas integradoras ou não.

Por exemplo: uma tele poderá – e irá – continuar a oferecer serviços de conexão e pacotes de dados aos usuários de smartphones, mas também poderá oferecer desempenho máximo de rede a um hospital, que terá a certeza da conexão no ar, sem falhas e sem perda da qualidade. “Isso vai assegurar a qualidade constante, mesmo que no dia tenha havido um lançamento qualquer de uma série na Netflix e haja milhares de pessoas assistindo pelo 5G naquela área”, compara Paulo Bernardocki, diretor de Soluções e Tecnologia da Ericsson Latam South.

Essa versatilidade será possível por causa de um desenho que o 5G traz por padrão: a capacidade de network slicing, ou fatiamento de rede. Na prática, e de maneira dinâmica, as centrais e servidores vão identificar o cliente e o tipo de serviço que ele demanda, oferecendo exatamente a característica contratada, de forma inteligente.

O conceito da quinta geração também prevê a capacidade de a demanda ser ajustada ou movida conforme a necessidade. Em certa região, uma indústria vai exigir alta capacidade de conexão para operação de máquinas e sistemas de produção e logística ao longo do dia. À noite, o desempenho máximo poderá ser movido em direção às casas, onde os moradores estarão vendo filmes ou jogando. Tais operações são executadas em servidores, direto nas centrais de rede.

Outro filão tende a se expandir muito com o 5G. A estruturação de redes para usos privados – baseadas nas das operadoras, mas integrando equipamentos e softwares de diversas outras empresas. A mineradora Vale, por exemplo, já opera uma rede 4G LTE privada, que funciona na mina de Carajás (PA), onde é requerido um alto volume de tráfego de dados, suportando a operação de caminhões e perfuradoras.

Outro dos conceitos que ganham força no mercado global de tecnologia é a orquestração de redes com o uso de Open RAN (Radio Access Network). Isso reduz os custos de colocação da rede em funcionamento e permite maior  velocidade, além da possibilidade de adicionar novos serviços.

Caso prático: a inteligência artificial que vai otimizar a capacidade de conexão dos clientes pode ser posta para funcionar em um dia de jogo na região de um estádio de futebol, para melhorar o desempenho da rede. Tudo feito de maneira virtualizada, sem mexer na infraestrutura física, mas sim nos servidores.

5G pode baixar preço dos eletrônicos

A capacidade das redes 5G de dar suporte a tecnologias de transmissão de imagens em alta definição poderá, em um futuro não muito distante, contribuir para a queda dos preços dos eletrônicos.

Um dos desdobramentos da nova tecnologia é fazer com que o poder computacional migre para a própria rede. Por exemplo, em um videogame: o console não precisará mais de drive de disco para armazenar o game nem de um processador caro, de última geração. Tanto o poder computacional quanto o download do jogo, guardado em um servidor externo, poderão rodar com base no 5G.

A indústria espera que até os smartphones tenham uma queda no valor: com a capacidade do 5g em suportar aplicativos e serviços diretamente na nuvem, tudo o que você precisará será praticamente de um processador simples e uma tela.

 

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