Faturamento do Black Friday no Brasil mais que dobra neste ano

Vendas do comércio eletrônico brasileiro somaram R$ 217 milhões na sexta-feira, valor 117% maior que em 2011; descontos de eletroeletrônicos continuam hoje com o Cyber Monday

Reuters,

26 de novembro de 2012 | 14h53

O comércio eletrônico brasileiro faturou mais do que o esperado com a terceira edição do Black Friday no Brasil, montante recorde para um único dia de vendas, ao oferecer descontos de até 80% em produtos de diversos segmentos, apesar de problemas como apagão em uma parcela dos sites participantes e maquiagem de preços.

Segundo levantamento da ClearSale, empresa especializada em autenticação de compras virtuais, as vendas online no dia 23 de novembro somaram R$ 217 milhões, mais que o dobro (117%) em relação aos R$ 100 milhões apurados um ano antes.

O resultado superou as expectativas. O portal Busca Descontos, que trouxe ao Brasil o evento herdado dos norte-americanos e reúne todas as ofertas em um único site, projetava R$ 135 milhões para as 24 horas de vendas.

Nesta segunda-feira, a busca por descontos continua com o Cyber Monday, promoção que reúne produtos com foco principal na categoria de eletroeletrônicos. Os consumidores podem consultar as lojas participantes online (http://www.buscadescontos.com.br/cybermonday/) e as ofertas seguem até o dia 30/11.

Balanço

No Brasil, a edição deste ano do Black Friday teve mais de 300 sites participantes - mais de seis vezes o número de 2011.

"O Black Friday Brasil superou nossas expectativas, tanto em vendas como na repercussão. As lojas que souberam aproveitar a data venderam muito", afirmou o presidente do Busca Descontos, Pedro Eugênio.

Ao todo, foram realizados 541.486 pedidos, com ticket médio de R$ 401, sendo que as categorias mais buscadas foram eletrônicos, informática, celulares, eletrodomésticos e games.

A maior parte dos acessos veio da região Sudeste do País, que respondeu por 71,5%, seguida por Sul (11,2%) e Nordeste (9,9%).

Problemas

Mas, apesar da disparada nas vendas, a repercussão da data não teve saldo tão favorável quanto o previsto, resultando em um cenário de queixas por parte de consumidores.

Segundo o Busca Descontos, na primeira hora de abertura foram registrados mais de 75 mil acessos simultâneos, sete vezes superior ao volume visto no ano passado

Os sites das principais varejistas participantes do evento sofreram lentidão causada pelo congestionamento de acessos e, em alguns casos, consumidores não conseguiram concluir as compras.

Empresas como a B2W, dona dos sites Submarino, Americanas.com e Shop Time, admitiram que o "surpreendente aumento de visitas causou dificuldades de compras para alguns clientes", apesar do preparo para o alto volume de acessos.

Já a prática de maquiagem de preços - quando a empresa eleva o valor de um produto na véspera do evento para que o desconto pareça maior do que é de fato - levou o Procon-SP a notificar na sexta-feira as varejistas Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, WalMart, Saraiva e Fast Shop.

Alegando "indícios de maquiagem nos descontos, com base em denúncias que chegaram do consumidor nos tradicionais canais de atendimento e redes sociais do órgão", o Procon-SP deu prazo para receber respostas até 30 de novembro.

O Busca Descontos, por sua vez, disse ter retirado do ar mais de 500 ofertas maquiadas até as 17h de sexta-feira.

"Os varejistas que promoveram ofertas maquiadas foram repudiados pelas críticas dos consumidores e devem se preparar mais para a próxima edição", acrescentou Eugênio.

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