Fazenda mantém previsão de alta do PIB entre 7,5% e 8,5% no 1º trimestre

Segundo secretário de Política Econômica, o Ministério da Fazenda prevê, ao final do ano, um crescimento entre 4,5% e 5,5%

Nicola Pamplona, da Agência Estado,

19 de maio de 2010 | 13h16

A divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicando que a economia brasileira cresceu 9,85% no primeiro trimestre, não muda as projeções do Ministério da Fazenda para o desempenho no período. De acordo com o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, o Ministério trabalha com o crescimento entre 7,5% e 8,5% para o PIB no trimestre.

Barbosa disse, porém, que o resultado do IBC-Br foi impactado pelo processo de saída da crise e que a economia tende a desacelerar no decorrer do ano. "O crescimento mais forte do primeiro trimestre é uma consequência natural da saída da crise. Não podemos esquecer que no trimestre mais agudo da crise, o último de 2008, a economia brasileira caiu mais de 3% (naquele período, a queda foi de 3,6% em relação ao quarto trimestre de 2007, no maior recuo econômico desde 1996). Então, quando tem uma crise como essa, é normal o que se tenha o que os economistas chamam undershooting e overshooting, ou seja, a econoia cai muito, quando volta sobe muito, depois se acomoda em novo patamar", comentou.

Segundo Barbosa, o Ministério da Fazenda prevê, ao final do ano, um crescimento entre 4,5% e 5,5%. "Obviamente a gente vai trabalhar para elevar isso (nos anos seguintes). A proposta do PAC-2 é de crescimento médio de 5,5% para 2011 a 2014. Vamos ter um crescimento entre 5% a 6%. Isso é perfeitamente possível."

Questionado se o governo pode tomar outras medidas fiscais ao longo ano para ajudar a conter o ritmo de crescimento, Barbosa não quis responder, comentando que são decisões a serem tomadas de acordo com o desempenho da economia.

"Me perguntem ao longo do ano, após a divulgação de novos índices." O secretário comentou ainda, sobre as projeções de crescimento da inflação feita pelas instituições bancárias, que os bancos ainda não estão considerando em seus cálculos o contingenciamento de R$ 10 bilhões nas despesas do governo, medida orçametária tomada na semana passada.

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