Febraban: bancos nacionais têm situação mais vantajosa

Os bancos brasileiros estão em melhor situação que seu pares europeus e americanos e não devem sofrer os impactos da crise europeia, avalia o presidente executivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. "As instituições financeiras locais estão bem capitalizadas, são sólidas e rentáveis". Portugal falou aos jornalistas após participar da abertura do 1º Congresso Internacional de Gestão de Risco.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, Agencia Estado

19 de outubro de 2011 | 11h09

O presidente da Federação avalia que os bancos locais não terão dificuldades para se enquadrar às novas normas de capital, chamadas de Basileia 3, e que vão exigir novos aportes de recursos. O presidente da Febraban cita como exemplo que os bancos brasileiros têm índice de Basileia médio de 17%, acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%, que já é superior ao pedido pelos reguladores de outros países (8%).

"O Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua regulação, isso reduz o risco de uma crise financeira aqui. A crise de 2008 mostrou que uma crise financeira pode ser devastadora para a sociedade, com destruição da riqueza e do emprego", disse ele.

Os bancos locais não devem ter maiores dificuldades de captação de recursos, na avaliação do presidente da Febraban. "Não imagino que a restrição da liquidez internacional vá chegar ao nível de 2008, como ficou após a quebra do Lehman Brothers", disse o executivo. Ele lembra que as autoridades belgas e francesas agiriam rapidamente nas últimas semanas para evitar o colapso do banco Dexia.

No caso de uma piora da situação, Portugal avalia que o Brasil tem armas importantes, como as reservas internacionais de mais de US$ 340 bilhões, e os depósitos compulsórios dos bancos no BC, todos em papéis de alta liquidez. "Isso cria um colchão de reservas significativo."

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