Feira de aviação executiva movimenta US$ 150 milhões em SP

No primeiro dia da Labace, 31 aeronaves são vendidas; pelo menos 5 mil pessoas passaram pelo evento

Beth Moreira, do Estado,

11 de agosto de 2007 | 15h59

A quarta edição da Labace (Exposição e Conferência de Aviação Executiva na América Latina) movimentou US$ 150 milhões com a venda de 31 aeronaves em seus dois primeiros dias, segundo informou neste sábado, 11, a organização do evento, realizado em São Paulo. Esse é o melhor desempenho já registrado desde o início da exposição.  Até a última sexta-feira, mais de 5 mil pessoas passaram pelo pavilhão de exposições que abrigou expositores como Embraer, Cessna, Dassault, Bombardier e Gulfstream, além de produtores de acessórios, peças e fornecedores de serviços para o setor. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Rui Thomaz de Aquino, as vendas na Labace são reflexo do estágio da economia mundial, pois a aviação em geral é um importante instrumento de desenvolvimento.  Segundo o executivo, que também é presidente da TAM - Táxi Aéreo Marília, a empresa vendeu um helicóptero Bell 429, quatro monomotores C 162 Sky Catcher e três jatos da família Citation, entre eles o recém-lançado Mustang. A Dassault registrou a venda de um Falcon 2000 LX, enquanto a OceanAir, representante da Bombardier, Pilatus e Agusta/Westland, comercializou um jato Global 5000 e dois Learjet 60 XR. Em dois dias de feira, a Cirrus Brasil vendeu dois monomotores SR22G3, cujos preços variam de US$ 200 mil a 500 mil. Além disso, o jato particular The Jet, demonstrado através de um vídeo, teve três reservas confirmadas. A aeronove custa aproximadamente US$ 1 milhão. A brasileira Embraer anunciou a venda de um jato Legacy e alguns da família Phenons (a empresa não especificou o número). Estimativa divulgada pela empresa ao final de 2006 era de que o mercado mundial de jatos executivos demandará 11 mil unidades nos próximos dez anos, o que representa negócios de US$ 170 bilhões. Para a América Latina, especificamente, a previsão é de um mercado próximo de 700 jatos, avaliado em US$ 6 bilhões. Os números, no entanto, deverão ser revisados em setembro, por conta da alta demanda registrada, principalmente, em países da Ásia, Oriente Médio e Leste da Europa.

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