Feplana defende preço mínimo para cana e critica Unica

Pelas operações, governo garantiria aos produtores a diferença entre o preço mínimo definido e o de mercado

Gustavo Porto, da Agência Estado,

25 de agosto de 2008 | 17h24

O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Antônio Celso Cavalcanti, defendeu nesta segunda-feira, 25, o projeto de Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para os produtores de cana-de-açúcar nordestinos e as operações do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Pelas operações, o governo garantiria aos produtores de cana, por meio de um Pepro, a diferença (prêmio) entre o preço mínimo definido pela PGPM e o preço de mercado pago pelas usinas. Segundo Cavalcanti, o custo de produção na maioria dos estados nordestinos varia de R$ 60 a R$ 64 por tonelada, enquanto as usinas sinalizam para um preço de R$ 38 para a safra 2008/2009 na região, que começa entre setembro e outubro. "Em qualquer lugar do mundo, o produtor que recebe metade do que gasta vai quebrar", disse o presidente da Feplana. Ele criticou ainda a posição da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), contrária à PGPM e ao Pepro, relatada pelo presidente da entidade, Marcos Jank, na última quinta-feira (21) à Agência Estado. Jank considerou "um retrocesso" a proposta estudada pelo governo federal. "É um desastre a opinião da Unica e um exemplo do individualismo que está exposto no próprio nome da entidade", disse Cavalcanti sobre a representante dos usineiros do Centro-Sul do País. "Eles são contrários porque temem qualquer tipo de regulamentação no setor", concluiu.

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