Ferrovia da Vale no PA é liberada, mas reparos adiam circulação

Estrada foi interditada na noite de terça, na 11ª invasão a ativos da Vale desde março de 2007 pelo MST

REUTERS

14 de maio de 2008 | 12h56

Apesar dos garimpeiros e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra terem desocupado a Estrada de Ferro Carajás, da Vale, no Pará, a empresa ainda não tem previsão de quando poderá deixar a ferrovia em condições de uso. Segundo comunicado divulgado pela e´mpresa, os manifestantes danificaram as estruturas de parte da estrada. Canal de escoamento de minério da mina de Carajás, a ferrovia foi interditada na noite de terça-feira, 13,  na 11ª invasão a ativos da Vale desde março de 2007 pelo MST e grupos de ação popular.   Veja também:  MST invade Estrada de Ferro Carajás pela 11ª vez   A mineradora obteve, na noite de terça-feira, mandado de reintegração de posse da EFC. Com a invasão, a Vale deixou de transportar 285 mil toneladas de minério de ferro e 1.300 pessoas ficaram sem transporte, informou a empresa em um comunicado nesta quarta-feira. Segundo o comunicado, entre outros danos os manifestantes retiraram 1.200 grampos que fixam os trilhos ao solo, num trecho de mais de 200 metros de extensão; cortaram os cabos de fibra ótica que passam pelos trilhos, interrompendo a comunicação via celular de Carajás; atearam fogo em pneus sobre os trilhos, danificando mais de 300 dormentes; e usaram macaco hidráulico para levantar os trilhos, comprometendo a sustentação da linha. "Por essas razões, a simples liberação da via pelos invasores não significa que os trens possam voltar a circular de imediato", informou a Vale.

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