Ferrugem/EUA: indústria prevê aumento das vendas de fungicidas

São Paulo, 24 - As indústrias do setor de química se preparam para um forte impulso nas vendas de fungicidas para combate à ferrugem asiática nos Estados Unidos. Até 10 de novembro, apenas a suíça Syngenta tinha aprovação da Agência de Proteção Ambiental para combater o fungo. Mas depois da descoberta da doença nas lavouras do país, outras três companhias receberam o aval da agência ambiental. As indústrias Dow Chemical Co., da Dow AgroSciences LLC; Bayer CropScience, subsidiária da alemã Bayer AG; e a Makhteshim-Agan Industries Ltd., de Israel, estão refazendo os cálculo quanto a demanda estimada por fungicida. A Basf tem um de seus fungicidas sendo analisado pela agência e a aprovação é esperada em breve. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a emergência na aprovação de novos fungicidas ocorre porque a doença inicialmente detectada na Louisiana já se espalhou para Mississippi, Georgia, Alabama, Florida e Arkansas. A maior parte da safra deste ano já foi colhida, segundo David Lanclos, especialista em soja da Louisiana State University. Segundo ele, a ferrugem asiática pode ser encontrada em áreas onde a colheita já foi realizada, através da análise de plantas que germinaram de restos de sementes nos campos. As companhias esperam para saber mais dados sobre a extensão da doença nas lavouras. Mas a Syngenta, por exemplo, já aumentou sua produção. A expectativa da companhia, de acordo com o porta-voz da empresa em Zurique, é que a receita com vendas de fungicidas atinja cerca de US$ 300 milhões. Os fungicidas são considerados pela Associação Americana de Soja o primeiro passo no combate ao fungo da ferrugem asiática. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) considera que os fazendeiros deverão pulverizar até os campos que ainda não foram contaminados, por conta do risco permanente. Segundo o economista chefe do USDA Keith Collins, os produtores que decidirem proteger suas lavouras de soja deverão gastar em média US$ 25/acre, aumentando o custo de produção entre 15% e 20%. De acordo com análise feita em abril pelo Serviço de Pesquisas Econômicas do USDA, a ferrugem pode provocar perdas econômicas de US$ 640 milhões a US$ 1,3 bilhão apenas no primeiro ano de contaminação das lavouras. As informações são da Dow Jones.

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